terça-feira, 1 de abril de 2014

Biografia de Adam Smith


Adam Smith
Adam Smith. Nasceu, provavelmente em Kirkcaldy, a 5 de Junho de 1723, e, faleceu em Edimburgo, a 17 de Julho de 1790. Adam Smith foi um filósofo e economista escocês. Teve como cenário para a sua vida o atribulado século das Luzes (Iluminismo), o século XVIII. É o Pai da Economia Moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Autor de "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", a sua obra mais conhecida, e que continua sendo usada como referência para gerações de economistas, na qual procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos inclusive (e não apenas exclusivamente) pelo seu próprio interesse (self-interest), promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica. Adam Smith ilustrou bem seu pensamento ao afirmar "não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu "auto-interesse". Assim acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental. A competição livre entre os diversos fornecedores levaria não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, no afã de baratear o custo de produção e vencer os competidores. Ele analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar a economia. Uma frase de Adam Smith se tornou famosa: "Assim, o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse egoísta (self-interest), é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade". Como resultado da atuação dessa "mão invisível", o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir. As doutrinas de Adam Smith exerceram uma rápida e intensa influência na burguesia (comerciantes, industriais e financistas), pois queriam acabar com os direitos feudais e com o mercantilismo.

Biografia

Nascimento e juventude


Smith era filho de Margaret Douglas e de um advogado, funcionário público também de nome Adam Smith, tendo nascido em Kirkcaldy, Fife, na Escócia. O pai faleceu dois meses depois do nascimento. Apesar de a data exata do seu nascimento seja desconhecida, o seu batismo foi registado em 5 de Junho de 1723 em Kirkcaldy. Apesar de poucos acontecimentos da juventude de Smith serem conhecidos, o jornalista escocês e biógrafo de Smith, John Rae registou que Smith teria sido raptado aos quatro anos e libertado logo quando o procuraram e acharam. Em Life of Adam Smith, Rae escreve: "Em seu quarto ano, durante uma visita à casa de seu avô em Strathendry nas margens do Leven, [Smith] foi roubado por uma banda de passagem de ciganos, e por um tempo não pôde ser encontrado. Mas, atualmente, um cavalheiro chegou que havia encontrado uma mulher cigana a poucos quilômetros pela estrada carregando uma criança que chorava copiosamente. Guardas foram enviados imediatamente na direção indicada, e eles se depararam com a mulher, que os avistando jogou a criança no chão e fugiu. [Smith] Foi trazido de volta à sua mãe. Smith era próximo da sua mãe, que o encorajou a seguir os seus desejos de se tornar um acadêmico. Frequentou o Burgh School of Kirkcaldy — caracterizado por Rae como "uma das melhores escolas secundárias da Escócia naquele período" - entre 1729 e 1737. Na sua estadia nesse estabelecimento de ensino, Smith estudou latim, matemática, história, e escrita.

Educação formal


Estátua de Adam Smith, Royal Mile, Edinburgh. 
(imagem: Zenit).
Aos 15 anos, Smith matriculou-se na Universidade de Glasgow, onde estudou Filosofia moral com o "inesquecível" Francis Hutcheson. Em 1740, entrou para o Balliol College da Universidade de Oxford, mas, como disse William Robert Scott, "…Oxford deste tempo deu-lhe pouca ajuda (se é que a deu) para o que viria a ser a sua obra”, e acabou por abdicar da sua bolsa em 1746. Em 1748 começou a dar aulas em Edimburgo sob o patronato de Lord Kames (Henry Home). Algumas destas aulas eram de retórica e de literatura, mas mais tarde dedicou-se à cadeira de "progresso da opulência", e foi então, em finais dos anos 1740, que ele expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "sistema simples e óbvio da liberdade natural" que ele viria a proclamar no seu Inquérito sobre a natureza e as causas da riqueza das Nações. Por volta de 1750, conheceu o filósofo David Hume, que se tornou um dos seus mais próximos amigos. Em 1751, Smith foi nomeado professor de Lógica na Universidade de Glasgow, passando, no ano seguinte, a dar a cadeira de filosofia moral. Nas suas aulas, cobria os campos da ética, retórica, jurisprudência e política econômica ou ainda "política e rendimento". Em 1759, publicou a Teoria dos Sentimentos Morais, uma das suas mais conhecidas obras, incorporando algumas das suas aulas de Glasgow. Este trabalho, que estabeleceu a reputação de Smith durante a sua própria vida, refere-se à explicação da aprovação ou desaprovação moral. A sua capacidade de argumentação, fluência e persuasão, mesmo que através de uso da retórica, estão ali bem patenteados. Ele baseia a sua explicação, não como o terceiro Lord Shaftesbury e Hutcheson tinham feito, num "sentido moral", nem como David Hume, com base num decisivo sentido de utilidade, mas sim na empatia e simpatia. Tem havido uma controvérsia considerável quanto a saber se há ou não uma contradição ou contraste entre a ênfase de Smith na empatia (ou compaixão) como motivação humana fundamental em "sentimentos morais", e o papel essencial do auto-interesse na "riqueza das
Túmulo de Adam Smith
nações". Este parece colocar mais ênfase na harmonia geral dos motivos e atividades humanas sob uma providência benigna no primeiro livro, enquanto que no segundo livro, apesar do tema geral da "mão invisível" promovendo a harmonia de interesses, Smith encontra mais ocasiões para apontar causas de conflitos e o egoísmo estreito da motivação humana. Smith começava agora a dar mais atenção à jurisprudência e à economia nas suas aulas, e menos às suas teorias de moral. Esta ideia é reforçada pelas notas tomadas por um dos seus alunos por volta de 1763, mais tarde editadas por Edwin Cannan Aulas de Justiça, Polícia, Rendimento e Armas”, 1896, e pelo que Scott, que o descobriu e publicou, descreve em "Um Esboço Inicial de Parte da Riqueza das Nações" ("An Early Draft of Part of the Wealth of Nations"), datado de 1763. No final de 1763, Smith obteve um posto bem remunerado como tutor do jovem duque de Buccleuch e deixou o cargo de professor. De 1764 a 1766, viajou com o seu protegido, sobretudo pela França, onde veio a conhecer líderes intelectuais como Anne Robert Jacques Turgot, Jean le Rond d'Alembert, André Morellet, Claude-Adrien Helvétius e, em particular, François Quesnay. Depois de voltar para Kirkcaldy, dedicou muito do seu tempo nos dez anos seguintes à sua magnum opus, que surgiu em 1776. Em 1778, recebeu um posto confortável como comissário da alfândega da Escócia e foi viver com a sua mãe em Edimburgo. Faleceu na capital escocesa a 17 de Julho de 1790, depois de uma dolorosa doença. Encontra-se sepultado em Canongate Churchyard, Edimburgo, na Escócia. Tinha aparentemente dedicado uma parte considerável dos seus rendimentos a numerosos atos secretos de caridade.

Posição face à situação nos Estados Unidos


Na sua estada em Glasgow, onde foi professor na universidade local entre 1751 e 1764, Adam Smith travou contato com vários dos comerciantes de tabaco da cidade, como por exemplo John Glassford. Estes punham-no a par dos últimos acontecimentos nas colônias inglesas, nas quais os ingleses impunham uma restritiva política econômica, como altos impostos e frequentemente situações de monopólio. As manufaturas inglesas tinham nas colônias americanas um importante cliente, e alguns empresários influentes exigiram junto ao parlamento inglês que fosse proibido aos norte-americanos a produção de bens similares, a fim de proteger seus negócios. Adam Smith sabia que estas restrições acabariam por resultar na revolta dos americanos. A solução de Adam Smith para as colônias americanas era fomentar o livre comércio, acabar com os pesados impostos aduaneiros e restrições comerciais e oferecer às colônias uma representação política no parlamento de Westminster.

Obra

Pouco antes da sua morte, os manuscritos de Smith tinham sido quase totalmente destruídos. Nos seus últimos anos, ele teria rejeitado dois grandes tratados, um sobre a teoria e história do Direito e outro sobre ciências e artes. Os Ensaios Sobre Temas Reflexivos (1795), posteriormente destruídos, contém provavelmente partes do que deveriam ter sido o último daqueles dois tratados.

Teoria dos Sentimentos Morais


Em 1759, Smith publicou seu primeiro trabalho, A Teoria dos Sentimentos Morais (The Theory of Moral Sentiments no original). Continuou a fazer grandes revisões do livro até à sua morte. Apesar de A Riqueza das Nações ser considerada como a obra mais influente de Smith, acredita-se que o próprio Smith considerasse a Teoria dos Sentimentos Morais uma obra superior. Na obra, Smith examina criticamente o pensamento moral do seu tempo, e sugere que a consciência surge das relações sociais. Com a sua obra pretende explicar a origem da capacidade da humanidade em formar juízos morais, apesar da natural tendência dos homens aos auto-interesses. Smith propõe uma teoria da simpatia, em que o ato de observar os outros torna as pessoas conscientes de si e da moralidade de seu comportamento. Estudiosos têm tradicionalmente percebido um conflito entre a Teoria dos Sentimentos Morais e A Riqueza das Nações, a primeira enfatiza a simpatia pelos outros, enquanto a segunda focasse no papel do auto-interesse. Deve-se apontar que a visita de Smith a França (1764-1766) influenciou a última obra mas não a primeira. De certa forma, A Riqueza das Nações só pode ser compreendida no quadro de referência da economia política dos fisiocratas (e de Quesnay, em particular). Nos últimos anos, porém, a maioria dos estudiosos da obra de Smith têm argumentado que não existe contradição. Em A Teoria dos Sentimentos Morais, Smith postula que os indivíduos buscam a aprovação através do "observador imparcial" que é resultado de um desejo natural entre os indivíduos, mais respectivamente ao agente da ação, acerca de se posicionar de um ponto de vista imparcial, para bem julgar, relações simpatizantes mútuas que se fazem nas relações sociais. As obras, portanto, enfatizam aspectos diferentes da natureza humana, que variam dependendo da situação. A Riqueza das Nações baseia-se em situações onde a moralidade do homem é susceptível de desempenhar um papel menor, como o trabalhador envolvido na elaboração do trabalho, enquanto que a Teoria dos Sentimentos Morais se centra em situações onde a moralidade do homem é susceptível de desempenhar um papel dominante entre as relações intercambiáveis das pessoas.

* "A Teoria dos Sentimentos Morais" (inglês: The Theory of Moral Sentiments) é a primeira obra escrita pelo economista e filósofo moral escocês, Adam Smith. Seu título completo era "Teoria dos Sentimentos Morais ou Ensaio para uma análise dos princípios pelos quais os homens naturalmente julgam a conduta e o caráter, primeiro de seus próximos, depois de si mesmos". Foi publicada pela primeira vez em Londres, no final de Agosto de 1759, em co-edição pelas casas de A. Millar e de A. Kincaid e J. Bell, numa tiragem inicial de 1.000 exemplares. O livro conheceu outras edições ao longo do período de vida do autor: a segunda, em 1761, com pequenas alterações feitas por Smith para responder a algumas críticas recebidas; a terceira edição, publicada em 1767; a quarta, em 1774; a quinta edição, em 1781; e a sexta edição, com alterações e acréscimos significativos, lançada em Abril de 1790, poucos meses antes da morte de Smith. O conteúdo do livro corresponde em boa medida à segunda parte do curso de filosofia moral ministrado por Adam Smith na Universidade de Glasgow a partir de 1752 e está dividido em seis partes.

As partes

  • A primeira parte, com o título Da Conveniência da Ação, apresenta o conceito de simpatia, categoria central da filosofia moral de Smith.
  • A segunda parte, Do Mérito e Demérito ou dos Objetos de Recompensa e Castigo, discute o senso de mérito e as virtudes da justiça e da beneficência.
  • A terceira parte trata Do Fundamento de Nossos Juízos Quanto a Nossos Próprios Sentimentos e Conduta, e do Senso de Dever.
  • A quarta parte tem por título Do Efeito da Utilidade Sobre o Sentimento de Aprovação.
  • A quinta parte trata Da Influência dos Usos e Costumes Sobre os Sentimentos de Aprovação e Desaprovação Moral.
  • A sexta parte trata Do Caráter da Virtude.
  • A última e sétima parte faz uma revisão crítica Dos Sistemas de Filosofia Moral.

Riqueza das Nações


Página inicial de Riqueza das Nações, 1776.
A Riqueza das Nações foi muito influente, uma vez que foi uma grande contribuição para o estudo da economia e para a tornar uma disciplina independente. Este livro tornar-se-ia uma das obras mais influentes no mundo ocidental. Quando o livro, que se tornaria um estudo contra o mercantilismo, foi publicado em 1776, havia um sentimento forte contra o livre comércio, quer no Reino Unido como também nos Estados Unidos. Esse novo sentimento teria nascido das dificuldades econômicas e as privações causadas pela guerra. No entanto, ao tempo da publicação nem toda a gente estava convencida das vantagens do livre comércio: o parlamento inglês e o público em geral continuariam apegados ao mercantilismo por muitos anos. A Riqueza das Nações, e também a Teoria dos Sentimentos Morais, este de menor impacto, tornaram-se ponto de partida para qualquer defesa ou crítica de formas do comunismo, nomeadamente influenciando a escrita de Karl Marx e de economistas humanistas. Em anos recentes, muitos afirmaram que Adam Smith foi tomado de rapto por economistas liberais (Laissez-faire economists) e que como a Teoria dos Sentimentos Morais mostra, Smith tinha uma inclinação pelo humanismo. Tem havido alguma controvérsia sobre a extensão da originalidade de Smith em Riqueza das Nações; alguns argumentam que esta obra acrescentou pouco às idéias estabelecidas por pensadores como David Hume e Montesquieu. No entanto, ela permanece como um dos livros mais influentes neste campo até hoje. A obra de Smith é aclamada quer pelo mundo acadêmico como na prática. O primeiro-ministro britânico William Pitt, a braços com a derrocada econômica e social dos anos que se seguiram à independência americana, foi um partidário do comércio livre e chamou Riqueza das Nações de "a melhor solução para todas as questões ligadas à história do comércio e com o sistema de economia política". A obra Riqueza das Nações popularizou-se pelo uso da expressão da mão invisível do mercado. Segundo Adam Smith os agentes econômicos atuando livremente chegariam a uma situação de eficiência, dispensando assim a ação do Estado para esse efeito. Assim, atuando de forma livre, os mercados seriam regidos como se por uma mão invisível que o regula automaticamente sempre chegando a situação ótima ou de máxima eficiência. Curiosamente a expressão aparece apenas uma vez na obra Riqueza das Nações.

*Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações, mais conhecida simplesmente como A Riqueza das Nações, é a obra mais famosa de Adam Smith. Composta por 5 livros (ou partes), foi publicada pela primeira vez em Londres em Março de 1776, pela casa editorial de William Strahan e Thomas Caldell. Uma segunda edição foi lançada em Fevereiro de 1778, seguida por mais três edições: em 1784, 1786 e 1789, sendo esta a última edição feita em vida pelo autor. Além de análises teóricas sobre o funcionamento das chamadas sociedades comerciais e os problemas associados à divisão do trabalho, ao valor, à distribuição da renda e à acumulação de capital, o livro traz considerações históricas e farto material empírico, sendo considerado um momento de inflexão no desenvolvimento da história do pensamento econômico. Publicada no mesmo ano da Declaração de Independência dos Estados Unidos, a obra foi objeto de um sem número de controvérsias, tendo sido lida como uma defesa irrestrita do individualismo e do liberalismo, visão que teria sido sintetizada na metáfora da mão invisível. Esta leitura é hoje em dia objeto de crítica pelos especialistas no pensamento de Adam Smith.

Os livros

  • O livro I discute os problemas associados à divisão do trabalho e as trocas: o valor e os preços, o dinheiro e os rendimentos.
  • O livro II discute a acumulação de capital.
  • O livro III trata de questões associadas ao desenvolvimento econômico.
  • O livro IV consiste numa espécie de resenha crítica das duas principais escolas de pensamento econômico do século XVIII: o sistema comercial, ou mercantilismo, e o sistema agrícola, a fisiocracia.
  • O livro V contêm proposições sobre a receita pública e as responsabilidades do Estado.

Edições em Língua Portuguesa

  • SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Hemus, 3a ed. 2008, 440p. ISBN 85-289-0554-3 (edição resumida)
  • SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Martins Fontes, 1a ed. 2003. 1392p. ISBN 85-336-1788-7 (texto integral)
  • SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Calouste Gulbenkian, 4a ed. 2006. ISBN 972-31-0610-8 (Português de Portugal)
  • SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Juruá, 1a ed. 2006. ISBN 85-362-1409-0

Edições digitais

  • The Wealth of Nations at MetaLibri Digital Library
  • A Riqueza das Nações no Projeto Gutenberg
  • An inquiry into the nature and causes of the wealth of nations versão em PDF no Google Books.

Citações

  • "A humanidade é virtude da mulher; a generosidade é virtude do homem".
- Humanity is the virtue of a woman, generosity that of a man
- The theory of moral sentiments: To which is added a dissertation on the origin of languages - Página 285, Adam Smith - Printed for A. Millar, A. Kincaid and J. Bell in Edinburgh; and sold by T. Cadell, 1767 - 478 páginas
  • "O que pode ser acrescentado à felicidade do homem que goza de boa saúde, não tem dívidas e está com a consciência limpa?"
- What can be added to the happiness of a man who is in health, who is out of debt, and has a clear conscience?
- The theory of moral sentiments: To which is added a dissertation on the origin of languages - Página 62, Adam Smith - Printed for A. Millar, A. Kincaid and J. Bell in Edinburgh; and sold by T. Cadell, 1767 - 478 páginas

Uma Investigação Sobre a Natureza e a Causa da Riqueza das Nações

  • "A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes."
  • "Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter."
  • "Pouco mais é necessário para erguer um Estado, da mais primitiva barbárie até o mais alto grau de opulência, além de paz, de baixos impostos e de boa administração da justiça: todo o resto corre por conta do curso natural das coisas."
  • "Aqueles que mais cedo estão em condição de fruir sua compensação, mais cedo terão gosto pelo trabalho."
  • "Boas estradas, canais e rios navegáveis, diminuindo a despesa de transporte, colocam as regiões remotas de um país em um nível mais próximo do daquelas nas vizinhanças das cidades. Por causa disso, representam as maiores de todas as melhorias."
  • "O único uso do dinheiro é circular bens consumíveis."
  • "Não é pelo dinheiro em si que os homens o desejam; é pelo que podem comprar com ele."
  • "Todo indivíduo está continuamente esforçando-se para achar o emprego mais vantajoso para o capital que possa comandar. É sua própria vantagem, de fato, e não a da sociedade, que ele tem em vista. Mas o estudo de sua própria vantagem, naturalmente, ou melhor, necessariamente, leva-o a preferir aquele emprego que é mais vantajoso para a sociedade”.
  • "Proibir um grande povo, porém, de fazer tudo o que pode com cada parte de sua produção ou de empregar seu capital e indústria do modo que julgar mais vantajoso para si mesmo é uma violação manifesta dos mais sagrados direitos da humanidade”.
  • "É injusto que toda a sociedade contribua para custear uma despesa cujo benefício vai a apenas uma parte dessa sociedade”.
  • "Naqueles governos corruptos, em que há pelo menos suspeita geral de muita despesa desnecessária e grande malversação da renda pública, as leis que proíbem o contrabando são muito pouco respeitadas”.

Atribuídas

  • "A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram”.
- citado em "O Poder de mau humor: uma antologia de citações venenosas sobre política, dinheiro e sucesso", Ruy Castro - Companhia das Letras, 1993, ISBN 8571643148, 9788571643147 - 204 páginas
  • "Pessoas do mesmo ofício raramente se encontram, mesmo que em alegria ou diversão, mas se tiver lugar, a conversa acaba na conspiração contra o público, ou em qualquer artifício para fazer subir os preços”.
- People of the same trade seldom meet together, even for merriment and diversion, but the conversation ends in a conspiracy against the public, or in some contrivance to raise prices
- An inquiry into the nature and causes of the wealth of nations. With notes, and an additional vol., by D. Buchanan - Volume 1, Página 215, Adam Smith, David Buchanan - 1814
  • "A ciência é o grande antídoto contra o veneno do entusiasmo e da superstição".
- Adam Smith, conforme relatado por Singh, Simon - Big Bang - Editora Record - Rio de Janeiro / São Paulo - 2006. ISBN: 85-01-07213-3 (pág. 459)

Referências


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