sábado, 8 de fevereiro de 2014

Biografia de Sílvio Romero


Sílvio Romero
Sílvio Romero. (Sílvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero). Nasceu em Lagarto, Sergipe, a 21 de Abril de 1851, e, faleceu no Rio de Janeiro, RJ, a 18 de Junho de 1914. Sílvio Romero foi um advogado, jornalista, crítico literário, ensaísta, poeta, historiador, filósofo, cientista político, sociólogo, escritor, professor e político brasileiro.

Estudou humanidades no Rio de Janeiro e licenciou-se em direito no Recife. Foi professor na Faculdade de Direito no Recife e no Colégio Pedro II. Foi deputado por duas vezes, juiz municipal de Parati (RJ) e um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras.



Biografia


A sede da Academia Brasileira de Letras na cidade do Rio de Janeiro. (Imagem: Wolfhardt).
Sílvio cursou a Faculdade de Direito do Recife entre 1868 e 1873, tendo se diplomado em 1873 e tendo sido contemporâneo de Tobias Barreto. Nos anos 1870 colaborou como crítico literário em vários periódicos pernambucanos e cariocas. Em 1875, foi eleito deputado provincial por Estância, em Sergipe. Radicou-se no Rio de Janeiro onde alcançou notoriedade, especialmente como crítico literário. Em 1878, Sílvio publicou seus dois primeiros livros, A Filosofia no Brasil e Cantos do Fim do Século, o seu primeiro livro de poesia. O primeiro deles tinha a intenção de questionar o meio acadêmico e intelectual do Rio de Janeiro, assim como de exaltar as qualidades de Tobias Barreto, seu mestre e conterrâneo. Nessa obra critica com veemência as correntes de filosofia no país, em especial o espiritualismo e o positivismo. No Rio de Janeiro, lecionou Filosofia no Colégio Pedro II entre 1881 e 1910. Estava entre os intelectuais que fundaram a Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1897. Um ativo polemista, contribuiu de modo significativo para que a Escola do Recife - denominação que lhe deve ser atribuída - viesse a ser conhecida em todo o País. Em 1882, publicou a Introdução à História da Literatura Brasileira, hoje em edição de cinco volumes. Com o livro Últimos Harpejos, em 1883, sua carreira de poeta se encerra. Como resultado de pesquisas sobre o folclore brasileiro escreveu O Elemento Popular na Literatura do Brasil e Cantos Populares do Brasil, tendo realizado para este, em 1883, uma viagem a Lisboa a fim de publicá-lo. Em 1888, houve a publicação da História da Literatura Brasileira em 2 volumes. Em 1891 produziu artigos sobre ensino para o jornal carioca Diário de Notícias, dirigido por Rui Barbosa. No mesmo ano, foi nomeado membro do Conselho de Instrução Superior por Benjamim Constant. Foi um dos primeiros pensadores a se interessar por Antônio Conselheiro, o qual via como missionário vulgar que agregara em torno de si fanáticos depredadores. Seu amigo Euclides da Cunha, tendo sido enviado para Canudos, foi responsável pelo esclarecimento dos fatos ainda nebulosos para muitos intelectuais da época. Entre 1900 e 1902 foi deputado federal pelo Partido Republicano, trabalhando na comissão encarregada de rever o Código Civil na função de relator-geral. Entre 1911 e 1912 residiu em Juiz de Fora, participando da vida intelectual da cidade, publicando poemas e outros escritos nos jornais locais, prefaciando livros, ministrando aulas no ensino superior e proferindo discursos.

Características literárias
Sílvio reivindicava para o Brasil o “pensamento autonômico”, e optaria pelo “evolucionismo spenceriano, no qual os fatores biológicos dariam um suporte maior à sua crítica sociológica”. A obra de Sílvio, desde os primeiros ensaios publicados em periódicos do Recife, na década de 1870, situa-se sob o signo do embate e da polêmica, e estende-se desde a poesia, crítica, teoria e história literária, folclore, etnografia, até estudos políticos e sociológicos. Em 1904, através de carta, respondendo um questionário feito por João do Rio para a imprensa carioca, Sílvio afirma: “Em mim o caso literário é complicadíssimo e anda tão misturado com situações críticas, filosóficas, científicas e até religiosas, que nunca o pude delas separar”. Com relação à poesia, teve breve carreira, e vincula-se à terceira geração do Romantismo, influenciada pela obra de Victor Hugo. Terminou a carreira poética com “Últimos Harpejos: Poesia”, em 1883.

Polêmicas
Lafayette Rodrigues Pereira
Uma das características mais marcantes de Sílvio era o embate violento e intolerante contra outros escritores, intelectuais e políticos, gerando numerosas polêmicas. Uma de suas polêmicas foi com o conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira quando da publicação do livro “Machado de Assis” em 1897, quando Lafayette publicou uma série de artigos em defesa de Machado. Em "Zéverissimações Ineptas da Crítica; Repulsas e Desabafos", de 1909, Sílvio passa a atacar José Veríssimo, por este ter dado pouca importância a Tobias Barreto, a quem o próprio Sílvio tanto admirava. Teófilo Braga cuidou dos prólogos e das notas dos livros “Cantos Populares do Brasil” (1883) e “Contos Populares do Brasil” (1885), que foram publicados originalmente em Lisboa, porém, ao se atrever a mudar a ordem de capítulos do segundo deles, provocou violenta reação de Sílvio Romero, que escreveu os livros panfletários “Uma Esperteza: os Cantos e Contos Populares do Brasil e o Sr. Theophilo Braga” (1887) e “Passe Recibo” (1904), nos quais atacou Braga, ultrapassando os limites e regras da civilidade e da convivência social. Romero escreveu “Uma Esperteza: os Cantos e Contos Populares do Brasil e o Sr. Theophilo Braga”, mediante o fato de a 1ª edição de Contos Populares do Brasil, publicada em Portugal, ter apresentado o que o autor considerou como irregularidades, no tocante às modificações feitas por Teófilo Braga, o qual, de acordo com a opinião de Romero, acrescentara ao livro contos atribuídos a coletâneas de outros autores. Também foi um propagandista contra a imigração alemã, retratando os imigrantes germânicos e seus descendentes como uma ameaça a integridade do Brasil.

Obras 
Filosofia, política e sociologia
  • A Filosofia no Brasil: Ensaio Crítico. Porto Alegre: Tipografia de Deutsche Zeitung, 1878. 192 p.
  • Interpretação Filosófica na Evolução dos Fatos Históricos. Rio de Janeiro, 1880. (Tese de concurso à cadeira de Filosofia do Colégio Pedro II).
  • Ensaios de Philosophia do Direito. Recife: Companhia Impressora, 1885. 307 p.
  • Ensaios de Philosophia do Direito. Apêndice Gumercindo Bessa. Rio de Janeiro: Cunha e Irmãos Editores, 1895. 264 p.
  • Ensaios de Philosophia do Direito. 2. ed. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1908. 320 p.
  • Ensaios de Filosofia do Direito. São Paulo. Landy Livraria Editora. 2001. 179 p.
  • A Filosofia e o Ensino Secundário. Rio de Janeiro, 1885. (Opúsculo).
  • Doutrina Contra Doutrina; o Evolucionismo e o Positivismo no Brasil. Rio de Janeiro: Editor J. B. Nunes, 1894.
  • Doutrina Contra Doutrina; o Evolucionismo e o Positivismo no Brasil. 2. ed. melhorada. Rio de Janeiro: Livraria Clássica de Alves & Cia, 1895. 293 p.
  • Obra Filosófica. Introdução e seleção Luís Washington Vita. Rio de Janeiro: [[Livraria José Olympio Editora, 1969. 701 p. (Documentos brasileiros, 139).
  • Ensaios de Crítica Parlamentar. Rio de Janeiro: Moreira Máximo & Cia. 1883. 186 p.
  • As Formas Principais da Organização Republicana. Rio de Janeiro, 1888. (Opúsculo).
  • Parlamentarismo e Presidencialismo na República Brasileira; Cartas ao Conselheiro Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Companhia Impressora, 1893. 152 p.
  • Discursos. Porto: Livraria Chardron, 1904. 316 p.
  • O Alemanismo no Sul do Brasil; seus Perigos e Meios de os Conjurar. Rio de Janeiro: Typ. Heitor Ribeiro, 1906. 72 p.
  • O Brasil Social; Vistas Sintéticas Obtidas Pelos Processos de La Play. Rio de Janeiro: Typ. Jornal do Commercio, 1907. 43 p.
  • Geografia da Politicagem. Rio de Janeiro, 1909. (Opúsculo).
  • Bancarrota do Regime Federativo na República Brasileira. Rio de Janeiro, 1910. (Opúsculo).
  • Provocações e Debates; Contribuição Para o Estudo do Brasil Social. Porto: Livraria Chardron, 1910. 416 p.
  • O Castilhismo no Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro, 1910.
  • O Brasil na Primeira Década do Século XX. Lisboa: Typ. da “A Editora Limitada”, 1912. 209 p. (Estudos Sociaes).
  • O Remédio. Rio de Janeiro, 1914. (Discurso de paraninfo).
  • A União do Paraná e Santa Catarina: O Estado de Iguassú. Prefácio Arthur Guimarães. Niterói: Escola Typ. Salesiana, 1916. 45 p. (Extractos de uma série de artigos publicados no Jornal “A ‘Época” da capital Federal, em nov. 1912).
  • Parlamentarismo e Presidencialismo. Introdução de Pedro Calmon. Brasília: Senado Federal, 1979. 84 p. (Coleção Bernardo Pereira de Vasconcelos. Série Estudos Políticos, 14).
  • Realidade e Ilusões no Brasil; Parlamentarismo e Presidencialismo e Outros Ensaios. Seleção e coordenação Hildon Rocha. Petrópolis: Editora Vozes, 1979. 324 p.
  • O Brasil Social e Outros Estudos Sociológicos. Brasília: Senado Federal, 2001. 277 p. (Biblioteca Básica Brasileira).

Estudos literários

  • A Poesia Contemporânea. Recife, 1869.
  • A Literatura Brasileira e a Crítica Moderna; Ensaio de Generalização. Rio de Janeiro: Imp. Industrial de João Paulo Ferreira Dias, 1880. 206p.
  • Introdução à História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro, 1882. 254 p.
  • O Naturalismo em Literatura. São Paulo: Tipografia da Província de São Paulo, 1882. (Opúsculo).
  • Valentim Magalhães; Estudos Críticos. Rio de Janeiro: Tipografia da Escola, 1885. 80p.
  • Estudos de Literatura Contemporânea; Páginas de Crítica. Rio de Janeiro: Laemmert, 1885. 290 p.
  • História da Literatura Brasileira, Vol. I e volume II. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1888. 2 v.
  • História da Literatura Brasileira. 2. ed. melhorada pelo autor. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1902. 2 v.
  • História da Literatura Brasileira. 3. ed. melhorada. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1943. 5 v.
  • História da Literatura Brasileira. 5. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1953. 5 v.
  • História da Literatura Brasileira (Edição comemorativa). Organização Luiz Antônio Barreto. Rio de Janeiro: Editora Imago, 2001. 2v.
  • Excepto da “História da Litteratura Brasileira” Relativo à Imigração e ao Futuro da Raça Portuguesa no Brasil. Rio de Janeiro, 1891.
  • Luiz Murat; estudo. Rio de Janeiro:Leuzinger, 1891. 57 p.
  • Machado de Assis; Estudo Comparativo da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Laemmert, 1897. 347 p.
  • Machado de Assis; Estudo Comparativo da Literatura Brasileira. 2. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1936. 156 p.
  • Novos Estudos da Literatura Contemporânea. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1898. 305 p.
  • Martins Penna; Ensaio Crítico com um Estudo de Arthur Orlando sobre o Autor de História da Literatura Brasileira. Lisboa, 1900. 193 p.
  • A Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1900. v. 1.
  • Ensaios de Sociologia e Literatura. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1901. 295 p.
  • O Duque de Caxias e a Integridade do Brasil. Rio de Janeiro: Laemmert, 1903.
  • Parnaso Sergipano, volume I e volume II, 1904.
  • Passe Recibo (réplica a Teófilo Braga). Prefácio e Direção Augusto Franco. Belo Horizonte: Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, 1904.
  • Evolução da Literatura Brasileira; Vista Sintética. [s. l.]: Campanha, 1905. 150 p.
  • Evolução do Lirismo Brasileiro. Recife: Tipografia J. B. Edelbrock, 1905. 201 p.
  • Outros Estudos de Literatura Contemporânea. Lisboa: Tipografia da A Editora, 1905. 235 p
  • Compêndio da História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1906. (Em colaboração com João Ribeiro).
  • Compêndio da História da Literatura Brasileira. 2. ed. ref. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1909. 550 p. (Em colaboração com João Ribeiro).
  • Quadro Sintético da Evolução dos Gêneros na Literatura Brasileira. Porto: Livraria Chardron, 1909. 76 p.
  • Da Crítica e sua Exata Definição. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1909. 34 p.
  • Zéverissimações Ineptas da Crítica; Repulsas e Desabafos. Porto: Comércio do Porto, 1909. 183 p.
  • Carlos Süssekind de Mendonça. Sílvio Romero de Corpo Inteiro. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura. Serviço de Documentação, 1941. 258 p.
  • Minhas Contradições. Bahia: Livraria Catilina, 1914. 204 p.
  • Teoria, Crítica e História Literária. Seleção e apresentação Antônio Cândido. São Paulo: EDUSP, 1978. 233 p.
  • Introdução Doutrina Contra Doutrina. Organização Alberto Venâncio Filho. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. 175 p.

Coletâneas e cultura popular

  • Etnologia Selvagem; Estudo sobre a Memória “Região e Raças Selvagens do Brasil”. Recife, 1875. 232 p.
  • Cantos Populares do Brasil, Volume I e Volume Il. Introdução e notas Theofilo Braga. Lisboa: Nova Livraria Internacional, 1883. 2 v.
  • Cantos Populares do Brasil. Introdução e notas Theofilo Braga. 2. ed. Rio de Janeiro, 1894. 377 p.
  • Lucros e Perdas; Crônica Mensal dos Acontecimentos. Rio de Janeiro, 1883.
  • Contos Populares do Brasil. Lisboa: Nova Livraria Internacional, 1885. 235 p.
  • Contos Populares do Brasil. 2. ed. melhorada. Rio de Janeiro: Livraria Clássica, 1897. 197 p.
  • Uma Esperteza: os Cantos e Contos Populares do Brasil e o Sr. Theophilo Braga. Rio de Janeiro, 1887.
  • Estudos sobre a Poesia Popular do Brasil. Rio de Janeiro: Laemmert & Cia, 1888. 365 p.
  • Estudos sobre a Poesia Popular do Brasil. 2. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1977. 273 p. (Coleção Dimensão do Brasil, 8).
  • Etnografia Brasileira; Estudos Críticos sobre Couto de Magalhães, Barbosa Rodrigues; Theophilo Braga e Ladislao Netto. Rio de Janeiro: Livraria Clássica de Alves & Cia, 1888. 159 p.

Poesia

  • Cantos do Fim do Século: Poesia. Rio de Janeiro: Tipografia Fluminense, 1878. 232 p.
  • Últimos Harpejos: Poesias. Porto Alegre, 1883.

História

  • A História do Brasil Ensinada pela Biografia dos seus Heróis. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1890.
  • A História do Brasil Ensinada pela Biografia dos seus Heróis. 2. ed. corr. e aum. Prefácio e vocabulário João Ribeiro. Rio de Janeiro: Livraria Clássica de Alves & Cia, 1892. (Livro para as classes primárias).
  • O Antigo Direito em Espanha e Portugal. 1894.
  • O Elemento Português no Brasil. Rio de Janeiro, 1902. (Opúsculo).
  • A América Latina. Porto: Chardron, 1906. 361 p. (Análise do livro de igual título do Dr. M. Bonfim).
  • A Pátria Portuguesa; o Território e a Raça. Lisboa: Clássica, 1906. 515 p. (Apreciação do livro de igual título de Theophilo Braga).
  • Trechos Escolhidos. 2. ed. Seleção Nelson Romero. Rio de Janeiro: Editora Agir, 1975. 96 p. (Nossos clássicos, 35).
     

Imortal da Academia Brasileira de Letras

Durante a sessão de instalação da Academia Brasileira de Letras no dia 28 de Janeiro de 1897, Sílvio fundou a cadeira 17 com Hipólito da Costa como patrono. Recebeu, no dia 18 de Dezembro de 1906, o seu amigo Euclides da Cunha.


Citações de Sílvio Romero
  • "Em relação aos tão gabados melhoramentos do Rio de Janeiro, a famosa obra do tumultuário e despótico Dr. Passos, meu interlocutor usou destas frases que eu não quis reproduzir no texto do discurso: Mesmo pelo que toca a esta cidade, ouso perguntar-vos: pensou-se em expungi-la dos terríveis cortiços e estalagens que a enchem e afeiam pestilencialmente quase por todos os lados? Não. Pensou-se em tirar de seu centro tantas "cocheiras" e "estábulos", e de seus arrabaldes tantos "capinzais" que a deturpam e corrompem-lhe o ar? Não. Cuidou-se de retificar e canalizar os lôbregos e nojentos "riachos" que a danificam, do Rio Comprido, da Joana, do Trapicheiro, da Banana Podre, Maracanã, e outros que a inundam na época das chuvas? Não. Elevaram o solo de zonas inteiras urbanas no intuito de impedir essas desastrosas inundações? Não. Tratou-se de melhorar o sistema de esgotos, o abastecimento d'água, a não ser no papel? Não. Então, mesmo por esse lado, quase nada tendes feito, a não ser "obra para inglês ver", segundo vossa característica expressão. E é verdade, em que pese aos "basbaques de encomenda", que fazem ofício de elogiar a todo transe, à troca de dinheiro ou de empregos".
- Sílvio Romero, citado em "Antônio Conselheiro: a Fronteira Entre a Civilização e a Barbárie" - Página 151, Rogério Souza Silva - Annablume, 2001, ISBN 8574192090, 9788574192093 - 305 páginas.

Referências


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