sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Biografia de Robert Smythson


Hardwick Hall
Robert Smythson. Nasceu na Inglaterra em 1535, e, faleceu em Wollaton em 1614. Smythson foi um importante escultor decorativo e arquiteto do Maneirismo inglês. Pouco se sabe sobre sua juventude, mas em 1556 foi mencionado como pedreiro - na época, algo equivalente ao arquiteto - nas obras da Longleat House, onde parece ter dado grande contribuição para o desenho do projeto. Mais tarde projetou vários importantes palácios rurais da Inglaterra, como o Hardwick Hall, Wollaton Hall, Burghley House, Burton Agnes Hall e possivelmente o Gawthorpe Hall, além de outros cuja atribuição é controversa. Seu estilo é uma original mistura de elementos da Renascença e do Gótico, com um inovador emprego do vidro em grandes janelas de belo efeito plástico no conjunto da obra. Seu filho John Smythson e seu neto Huntingdon Smithson também foram arquitetos de renome.


Longleat House

Longleat House, 2005.
Longleat House é um palácio rural inglês localizado nos arredores da vila de Horningsham, e próximo das cidades de Warminster no Wiltshire e Frome em Somerset. O palácio foi construído por Sir John Thynne, e desenhado, principalmente, por Robert Smythson, depois que o Priorado original foi destruído pelo fogo, em 1567. Levou 12 anos para ficar pronto e é habitualmente visto como um dos melhores exemplos da Arquitetura Isabelina, na Inglaterra. Longleat é atualmente habitada por Alexander Thynn, 7º Marquês de Bath, um descendente direto de Sir John Thynne. Longleat House está situado num parque com mais de 900 acres (3,6km²), ajardinado por Capability Brown, com 8,000 acres (32km²) de florestas e terras de cultivo. Foi a primeira propriedade privada a abrir ao público, e ainda afirma ter sido o primeiro Safari park fora de África. O programa televisivo da BBC, Animal Park, é filmado aqui.


Longleat House e os Thynnes


  • Sir John Thynn (1515-1580) comprou Longleat em 1541, a qual fora um Priorado dos Agostinianos. Este nobre foi o primeiro membro da dinastia Thynne. A família mudou o nome de Thynn para Thynne durante o século XVII, embora o atual líder da família reverteu o apelido para Thynn durante a década de 1980.
Pavilhão anexo a Longleat House, 2004.
Sir John era um construtor com experiência ganha, por exemplo em Syon House e Somerset House. Em Abril de 1567 a casa original sofreu um incêndio e ficou destruída. Uma casa de substituição foi, efetivamente, concluída em 1580. Adrian Gaunt, Alan Maynard, Robert Smythson, o Earl of Hertford e Humpfrey Lovell contribuíram, todos eles, para a nova construção, mas a maior parte do desenho foi obra de Sir John.
O palácio foi sendo herdado, em linha direta, pelos varões da família, até aos dias de hoje.
Foram proprietários de Longleat House:
  • Sir John Thynn, Junior (1555-1604)
  • Sir Thomas Thynn (1578-1639)
  • Sir James Thynn (1605-1670), que empregou Sir Christopher Wren para fazer modificações no palácio
  • Thomas Thynn (1646-1682)
  • Thomas Thynne, 1º Visconde Weymouth (1640-1714), que começou a maior coleção de livros da casa. No seu tempo, jardins formais, canais, fontes e parterres foram criados por George London, com esculturas de Arnold Quellin e Chevalier David. A Best Gallery, Long Gallery, Old Library e Capela foram todas acrescentadas devido a Wren.
  • Thomas Thynne, 2º Visconde Weymouth (1710-1751), casou com Louisa Careret, que tem a reputação de ainda residir no palácio como um fantasma.
  • O hedge maze, da Longleat House.
    Thomas Thynne, 1º Marquês de Bath (1734-1796) empregou Capability Brown que substituiu os jardins formais por um parque paisagístico com caminhos dramáticos e estradas de entrada.
  • Thomas Thynne, 2º Marquês de Bath (1765-1837) empregou Jeffry Wyatville modernizar o palácio e recebeu conselhos de Humphrey Repton, nos campos. Wyatville demoliu várias partes do edifício, incluindo a escadaria de Wren, e substituiu-as por galerias e uma grande escadaria. Também construiu vários edifícios anexos, incluindo a Orangery.
  • Henry Frederick Thynne, 3º Marquês de Bath (1797-1837)
  • John Alexander Thynne, 4º Marquês de Bath (1831-1896) colecionou obras de arte italianas. Empregou John Crace, cujos trabalhos anteriores incluíam Brighton Pavilion, Woburn Abbey, Chatsworth House e o Palácio de Westminster, para acrescentar interiores em estilo Renascença italiano.
  • Thomas Henry Thynne, 5º Marquês de Bath (1862-1946). Durante a Primeira Guerra Mundial, o palácio foi usado como um hospital temporário. Durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se a evacuada Royal School for Daughters of Officers in the Army. Um hospital americano também foi construído nos terrenos.
  • Henry Frederick Thynne, 6º Marquês de Bath (1905-1992). Em 1947, os impostos sucessórios forçaram a venda de várias propriedades dos Marqueses, em ordem a manter a sobrevivência de Longleat, abriu a casa ao público visitante. Russell Page redesenhou os jardins em volta do palácio para atrair os turistas. O parque safári abriu em 1966.
  • Alexander Thynn, 7º Marquês de Bath (nascido em 1932) é um artista e pintor de murais, com uma taração especial por labirintos (criou o hedge maze, o love labyrinth, o sun maze, o lunar labyrinth e o King Arthur's maze).
A casa ainda é usada para residência privada da família Thynn.


A visita à casa inclui:


  • Longleat House, 2005.
    O Grande Hall Isabelino, com uma galeria de menestréis
  • O corredor Este inferior, uma ampla sala que originalmente era usada pelos criados para aceder à casa ao edifício principal. Este atualmente alberga mobiliário fino e pinturas. Também são exibidos aqui dois livros de visitas, um mostrando a assinatura de Isabel II do Reino Unido e Philip, o outro as de Albert (George VI) e da Rainha Elizabeth, A Rainha Mãe.
  • A ante-biblioteca, com uma magnífica pintura veneziana no tecto
  • A Biblioteca Encarnada, a qual exibe muitos dos 40.000 livros da casa
  • A Sala do Pequeno-Almoço, com um tecto que joga com o da ante-biblioteca
  • A Sala de Jantar de Baixo
  • No piso de cima, uma exposição de animais em porcelana de Meissen
  • A Sala de Banho.
  • A State Dining Room, com uma Meissen porcelain centrepiece on the table to facilitate flagging conversations
  • O Salão
  • A State Drawing Room, desenhada por Crace
  • O Corredor dos Mantos
  • O Quarto Chinês
  • A Sala de Música, com instrumentos incluindo um realejo
  • O Quarto do Príncipe de Gales, assim chamado devido a uma grande pintura de Henry Frederick, Príncipe de Gales, o irmão de Carlos I
  • O corredor Oeste Superior
  • A Grande Escadaria

 

Wollaton Hall

Wollaton Hall em 1880.
Wollaton Hall, 2004.
Wollaton Hall é um palácio rural situado em Wollaton, Nottingham, Inglaterra, iniciado em 1580 e terminado em 1588, por Sir Francis Willoughby (1547-1596). Foi desenhado pelo arquiteto isabelino, Robert Smythson (também arquiteto de Hardwick Hall). A construção consiste num grande hall central, rodeado por quatro torres. Infelizmente, um incêndio causou estragos na decoração interior desta obra de Smythson, em algumas das salas do andar térreo, embora tenham ocorrido poucos danos estruturais. Sir Jeffry Wyattville remodelou-o em 1801, o que viria a acontecer periodicamente até à década de 1830. A galeria do hall principal contém o mais antigo órgão de tubos do Nottinghamshire. Pensa-se que este órgão data do século XVII, provavelmente feito pelo fabricante Gerard Smith. Ainda é tocado manualmente. Wollaton Hall pertence agora ao município de Nottingham. Atualmente alberga a coleção de História natural de John Ray, com animais e pássaros embalsamados. Em 1855, Joseph Paxton desenhou uma réplica aproximada de Wollaton Hall no Buckinghamshire, conhecida atualmente como Mentmore Towers. Os campos da propriedade, acolhem anualmente o Intercounties Cross Country trials, sempre no mês de Março, assim como muitos outros eventos. Neste parque, durante a Segunda Guerra Mundial membros do 508º Regimento de Infantaria Paraquedista dos EUA foram alojados na casa antes de serem enviados para a Europa continental. Uma pequena placa comemora este evento. O palácio foi reaberto no dia 8 de Abril de 2007, depois de ter estado fechado para renovação. As salas do topo da casa e as cozinhas no subsolo, estão abertos para visita pública. Em 2011, o lugar serviu como set de gravação para a Mansão Wayne no terceiro Batman dirigido por Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Em Batman Begins, o primeiro filme da trilogia, o mansão Mentmore Towers, réplica do palácio Wollaton Hall, serviu como a Mansão Wayne.

Proprietários de Wollaton Hall

  • Wollaton House, 2008.
    1580 - 1596 Sir Francis Willoughby (1547-1596)
  • 1596 - 1643 Sir Percival Willoughby
  • 1643 - 1672 Francis Willughby
  • 1672 - 1729 Thomas Willoughby, 1º Barão Middleton
  • 1729 - 1758 Francis Willoughby, 2º Barão Middleton
  • 1758 - 1774 Francis Willoughby, 3º Barão Middleton
  • 1774 - 1781 Thomas Willoughby, 4º Barão Middleton
  • 1781 - 1800 Henry Willoughby, 5º Barão Middleton
  • 1800 - 1835 Henry Willoughby, 6º Barão Middleton
  • 1835 - 1856 Digby Willoughby, 7º Barão Middleton
  • 1856 - 1877 Henry Willoughby, 8º Barão Middleton
  • 1877 - 1922 Digby Wentworth Bayard Willoughby, 9º Barão Middleton
  • 1922 - 1924 Godfrey Ernest Percival Willoughby, 10º Barão Middleton
  • 1924 - 1925 Michael Guy Percival Willoughby, 11º Barão Middleton
  • 1925 - actualidade - Município de Nottingham
 

Museu Industrial


Wollaton Hall contém um Museu Industrial, com uma exposição de têxteis, transportes e tecnologias do passado de Nottingham, incluindo o Basford Beam Engine, uma operadora completa análoga às redes de telefone, uma exposição de bicicletas, motociclos e carros motorizados ligados à cidade e alguns dos mais importantes máquinas de produção de fio que puseram Nottingham no mapa dos têxteis. O acesso ao Museu Industrial é feito através da loja do Pátio dos Estábulos The e via o Wollaton Visitor Centre.

Hardwick Hall


Hardwick Hall, 2009.
Hardwick Hall é um palácio rural inglês, situado em Doe Lea, Chesterfield, Derbyshire. É um dos mais importantes exemplos de solares rurais, da Arquitetura Isabelina. Em comum com outros trabalhos do arquitecto Robert Smythson em Longleat House e Wollaton Hall, Hardwick Hall é um dos primeiros exemplos da interpretação inglesa do estilo arquitetônico Renascentista. A casa foi desenhada para Bess of Hardwick, antepassada dos Duques de Devonshire, por Robert Smythson, nos finais do século XVI e permaneceu naquela família até que foi confiscada pelo HM Treasury (Ministério das Finanças) em lugar do imposto sucessório, em 1956. O Tesouro transferiu o palácio para o National Trust for Places of Historic Interest or Natural Beauty (Instituto Nacional de Locais de Interesse Histórico ou de Beleza Natural), em 1959. Como era uma residência secundária dos Duques de Devonshire, cuja casa principal era a vizinha Chatsworth House, foi pouco alterada ao longo dos séculos e, de facto, desde o início do século XIX, a sua
Hardwick Hall, 2009.
atmosfera antiga era conscientemente preservada. Hardwick foi uma evidente demonstração do poder e riqueza de Bess of Hardwick, que era a mulher mais rica da Inglaterra, depois da própria Rainha Isabel I. Foi uma das primeiras casas inglesas onde o grande hall foi construído num eixo de simetria pelo centro da casa, exatamente em anglo recto com a entrada. Cada um dos três andares principais é mais alto que o anterior, e uma grande e curva escadaria em pedra conduz a uma suíte de state rooms no segundo piso, o qual inclui uma das mais longas galerias dos palácio ingleses, e a um ligeiramente alterado great chamber. Existe uma vasta coleção de tapeçarias e mobílias do século XVI e século XVII. As janelas são excepcionalmente largas e numerosas para o século XVI e davam um poderoso sinal de abundância numa época em que o vidro era um luxo: dizia-se "Hardwick Hall, mais vidro que parede". Hardwick encontra-se, atualmente, aberto ao público. Tem um refinado jardim, e o parque ainda contém o Hardwick Old Hall, uma casa um pouco mais antiga, que foi usada para acomodar hóspedes e áreas de serviço depois que o novo palácio foi construído. O Old Hall está, atualmente, em ruínas. É administrado pelo English Heritage em nome do National Trust for Places of Historic Interest or Natural Beauty e está igualmente aberto ao público.

Referências


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.