sábado, 15 de fevereiro de 2014

Biografia de Jean-Baptiste Camille Corot


Auto-retrato com paleta.
Jean-Baptiste Camille Corot. Nasceu em Paris, a 16 de Julho de 1796, e, faleceu em Ville-d'Avray, a 22 de Fevereiro de 1875. Corot foi um pintor realista francês. Filho de uma família de comerciantes abastados, Jean-Baptiste Camille Corot, teve uma infância confortável e estável, tendo trabalhado numa loja do pai. Corot fez seus estudos na cidade de Rouen, onde foi hospedado pela família Sennegon, uns vendedores de tecidos, amigos do seu pai. Denis Sennegon casou-se com a irmã de Camille Corot, Annette-Octavie. Corot, fez retratos de vários membros da família Sennegon. Destes, onze são conhecidos e dois estão expostos no Museu do Louvre. Nesses retratos, Corot (que nessa época raramente pintava figuras ou paisagens), teve oportunidade de se sentir à vontade com os modelos. Tais obras estão entre as mais notáveis de suas figuras. Durante viagem à Itália pintou "O Coliseu" (1825), mostrando a sua formação essencialmente clássica e algumas inovações a nível da luz.
 

Galeria de artes

Le pont de Narni

Honfleur. Calvaire


Cathédrale de Chartres

Forêt de Fontainebleau (Le Chêne)


Maisons et moulin sur les rives d'un cours d'eau

Portrait d'Octavie Sennegon


Ville et lac de Côme

Agar dans le désert




De volta à França, abandonou o academicismo em favor de um estilo
Camille Corot retratado por Nadar.
paisagístico realista. Construiu então, uma pintura puramente paisagista, rural e citadina e marcada pela mestria na gradação tonal de luzes e sombras e pelo rigor construtivo da composição. As suas obras apresentavam-se expressivas e possuidoras de uma linguagem muito própria, caracterizadas pela serenidade. Fato este devido à sua anterior permanência em Itália. Após várias exposições sem muito sucesso no Salão de Paris, começou a receber a atenção da crítica (1840), devido a quadros como "O Bosque de Fontainebleau" e "O Pastorzinho", e ganhou a cruz da Legião de Honra (1846). Pintou, também, monumentos de variadas cidades européias, entre os quais se destacam da Catedral de Chartres (é feita referência a esta conhecida pintura no romance Caminho de Swann de Marcel Proust, em que o jovem narrador descreve a obsessão de sua avó em não dar-lhe nunca fotografias de monumentos, mas fotografias de pinturas de monumentos, como é o caso do quadro de Corot). A evolução da paisagem clássica para a realista deve-se, em parte, ao seu trabalho em Itália. Tornou-se grande amigo de vários pintores, entre eles Théodore Rousseau e Charles-François Daubigny. Também foi amigo e discípulo de Corot o pintor Henri Nicolas Vinet que se mudou para o Brasil e aqui permaneceu até o final de sua existência. Excelente paisagista, deixou trabalhos da melhor qualidade, mostrando o quanto foi proveitoso o seu aprendizado com o insigne mestre francês. Com uma carreira artística recheada com as melhores coisas que a vida nos pode dar, Corot morreu em Paris, em 1875.

Galeria de artes
Venise, La Piazzetta

Femme assise aux seins nus


Rosny (Yvelines). Le château de la duchesse de Berry

Saint-André-en-Morvan


Lesendes Mädchen in rotem Trikot

La Rochelle, Hafeneinfahrt


Le Chemin de Sèvres. Vue de Paris

Le beffroi de Douai





Referências

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