terça-feira, 16 de julho de 2013

A Origem do Corpo de Bombeiros - parte 3


Estado do Paraná

Histórico
Brasão do CCB PMPR
O Corpo de Bombeiros do Paraná foi criado pelo Presidente do Estado, Carlos Cavalcanti de Albuquerque, em 1912. A corporação foi concebida com completa autonomia, nos moldes dos Sapeurs-Pompiers da França, os quais eram militarizados e estruturados como arma de Engenharia; e tinha por modelo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, do qual seguiu a estrutura, a organização e o fardamento. O forte vezo militar se fez sentir desde início, devido o próprio Presidente do Estado ser também oficial de engenharia. A implantação do projeto foi confiada ao Tenente do Exército Nacional, Fabriciano do Rego Barros; o qual foi comissionado como major, constituindo-se no primeiro comandante da corporação. 

Primeiro aquartelamento

O Corpo de Bombeiros recebeu seu primeiro quartel em 14 de Julho de 1914, situado na Rua Ébano Pereira, esquina com Rua Cândido Lopes. A instalação fazia fundos com o antigo Teatro Guaíra, e havia sido anteriormente quartel da Polícia Militar, e sede do Museu Paranaense. Nesse local está atualmente instalada a Biblioteca Pública do Paraná.
Antiga torre de treinamento.

A imagem ao lado mostra a saída de serviço que dava acesso ao pátio central.
À direta ficavam as instalações da 1ª Cia CB; e à esquerda mostra os fundos do antigo Teatro Guaíra e o rancho (refeitório - o prédio com duas janelas, próximo à torre).
A torre de treinamento fora importada da Alemanha na época da fundação do CB. No alto havia duas lâmpadas: uma na cor branca e outra na cor vermelha. A luz vermelha alertava o efetivo de folga para que se recolhesse ao quartel, pois o pessoal de serviço se encontrava fora prestando socorro.

O atual Quartel Central foi recebido em 1953, e havia sido área do antigo quartel do 14° Regimento de Cavalaria e também do 5° Batalhão de Engenharia do Exército.

Primeiros veículos 
O material rodante inicial era constituído por quinze veículos:
Uma viatura comando Mercedes Benz;
Uma viatura auto-tanque Fiat;
Uma viatura auto-bomba Merryweather;
Uma viatura bomba a vapor (hipomóvel);
Uma viatura bomba a gasolina (hipomóvel);
Duas viaturas de transporte de pessoal;
Duas viaturas de mangueiras (hipomóvel);
Uma viatura escada Merryweather;
Uma viatura ambulância;
Um caminhão;
Uma caleche;
Duas motocicletas (uma com sidecar).

Bombeiro Militar - pontoneiro e sapador


Antigo Quartel - Rua Cândido Lopes.
O Corpo de Bombeiros, além de entidade de defesa civil, desde sua implantação era também considerado tropa reserva das forças armadas. A sua missão como arma de engenharia era estar capacitado a construir estruturas para a transposição de obstáculos, basicamente pontes (pontoneiro), e complexos sistemas de trincheiras (sapador). Isso se devia à falta de efetivos militares, antes da implantação do serviço militar obrigatório. A criação do CB coincidiu de imediato com o Conflito do Contestado. O Regimento de Segurança foi todo mobilizado para a região, e o CB assumiu a guarda do Palácio do Governo e o patrulhamento a pé e montado da cidade de Curitiba, e forneceu ainda um pequeno destacamento para a constituição do Batalhão Tático. Em 1917 foi realizado um acordo entre o Estado e a União, e as forças estaduais passaram a ser consideradas reserva do Exército Nacional; e o Corpo de Bombeiros foi anexado à Polícia Militar. Em 1924 o CB participou dos confrontos na repressão à Revolta Paulista. Em 1928 ele readquiriu a autonomia, mas foi reconvocado nas revoluções de 1930 e 1932; na qual teve ativa participação nos combates na região litorânea. 

Governo Vargas - tempos difíceis 
Treinamento de combate a incêndio.
Alfândega de Paranaguá.
Em 1934, objetivando reduzir o poderio das forças estaduais em todo Brasil, o Governo Vargas resolveu excluir os Corpos de Bombeiros do acordo firmado em 1917 com os Estados. No Paraná o efetivo do CB foi reduzido a uma companhia, e nesse período passou por grandes dificuldades, mantendo-se ativo graças a persistência e abnegação de seus integrantes. A corporação deixou de ser considerada reserva do Exército, e os oficiais para não perderem o status de militar das forças armadas, foram transferidos para a Polícia Militar; passando as funções de comando a serem exercidas, em caráter comissionado, pela PM. Em 1936 a instituição foi transferida para o Município de Curitiba, mas devido os altos custos de manutenção, retornou para administração do Estado em 1938. A situação somente se reverteu com o fim do Estado Novo, após a segunda guerra mundial. 

Reestruturação

Com a promulgação de uma nova Constituição em 1946, a legislação federal passou a permitir que os Corpos de Bombeiros voltassem a ser reintegrados às PMs. No Paraná o CB voltou a ser incorporado à PMPR em 1948, porém, usufruindo de total autonomia técnica, administrativa e financeira. Iniciou-se então o reaparelhamento da corporação, com o aumento do efetivo e a reativação do quadro de oficiais.

Nessa época o Corpo de Bombeiros foi organizado por Seções.
  • Seção de Comando;
  • Seção de Serviços;
  • Seção de Banda de Música;
  • E nove Seções de Bombeiros; subdivididas em destacamentos, com a denominação de Guarnições de Fogo.

1967

Na segunda metade da década de sessenta, por influência do Corpo de Bombeiros do Estado da Guanabara, atual CBMERJ, foi adotado a designação de grupamento; com o efetivo correspondendo, aproximadamente, ao de uma companhia.
1° Grupamento de Fogo
1° Grupo de Fogo - Curitiba;
2° Grupo de Fogo - Curitiba;
3° Grupo de Fogo – Curitiba.
2° Grupamento de Guarda Vidas
1° Grupo de Guarda Vidas - Curitiba;
2° Grupo de Guarda Vidas - Paranaguá;
3° Grupo de Guarda Vidas – Guaratuba.
3° Grupamento de Fogo
1° Grupo de Fogo - Londrina;
2° Grupo de Fogo - Maringá.
4° Grupamento de Fogo
1° Grupo de Fogo - Cascavel;
2° Grupo de Fogo – Guarapuava.
5° Grupamento de Fogo
1° Grupo de Fogo - Paranaguá;
2° Grupo de Fogo – Antonina.
6° Grupamento de Fogo
1° Grupo de Fogo - Ponta Grossa;
2° Grupo de Fogo - Ponta Grossa;
3° Grupo de Fogo – Irati.

1976

Oficiais Bombeiros - 1923.
A partir do início da década de setenta, com a criação do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (FUNREBOM), permitiu-se a ampliação do serviço de bombeiros a muitos municípios do Interior do Estado. Os grupamentos passaram ser designados como Grupamentos de Incêndio (GI), com o efetivo correspondendo ao de um batalhão; subdivididos em Subgrupamentos de Incêndio (SGI), com o efetivo aproximado de uma companhia; compostos por Seções de Combate a Incêndio (SCI), com o efetivo de um pelotão. O Grupamento de Guarda Vidas foi transformado em Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), subdividido em Subgrupamentos de Busca e Salvamento (SGBS), composto por Seções de Busca e Salvamento Terrestre, e Seções de Busca e Salvamento Aquático.
  • 1° Grupamento de Incêndio - Curitiba;
  • 2° Grupamento de Incêndio - Ponta Grossa;
  • 3° Grupamento de Incêndio - Londrina;
  • Grupamento de Busca e Salvamento - Curitiba.
Lema: Por uma vida todo sacrifício é dever.
 
Estado do Pernambuco
Histórico
Brasão do CBMPE
Consta no histórico da Corporação que o primeiro serviço de combate a incêndios da cidade de Recife, foi instituído em 28 de Agosto de 1636, sob a denominação de Companhia dos Brantmeesters, quando a região estava sob domínio holandês. O atual Corpo de Bombeiros foi instituído em 23 de Setembro de 1887, pelo então Governador da Província, Dr. Pedro Vicente de Azevedo. O aniversário do CBM PE é comemorado em 20 de Outubro, dia em que o Capitão Joaquim José de Aguiar, efetivamente tomou posse do comando. Até 1922 o serviço era subsidiado por empresas seguradoras (empresas de seguro Phoenix Pernambucana, Indenizadora e Amphitrite). Pelo Ato n° 485, de 5 de Julho de 1922, o convênio foi dissolvido e a Corporação anexada à Força Pública do Estado. Pela Emenda n° 04, de 22 de Junho de 1994, da Constituição Estadual de 1989, o Corpo de Bombeiros foi emancipado, passando a constituir-se numa Corporação independente da Polícia Militar. atuação:Seu quadro de oficiais e praças é composto de pessoas treinadas e especializadas para atuar nas mais diversas situações. Para isto, contam com Cursos de Formação e de Especialização, ministrados no Centro de Ensino e Instrução - CEI, do Corpo de Bombeiros, e na Academia de Polícia.

Grupamento De Bombeiros Marítimo (GBMAR)

O Grupamento de Bombeiros Marítimo - GBMAR, é responsável por uma área de 153km de orla marítima e também tem o dever de realizar resgates em rios, represas, lagos, açudes e mangues. São salva-vidas, mergulhadores e pilotos de embarcação devidamente treinados, de prontidão para prevenir possíveis acidentes no mar. No total, o grupamento possui 24 postos de prevenção distribuídos na praia. Grupamento de Bombeiros de Atendimento Pré-Hospitalar (GBAPH) Criado em 30 de Janeiro de 1995, o Grupamento de Bombeiros de Atendimento Pré-Hospitalar - GBAPH, atua fazendo o resgate, prestando os primeiros socorros e transportando pessoas envolvidas em acidentes no trânsito. Este atendimento especializado dos "dragões azuis", como são conhecidos, tem contribuído para uma diminuição no número de mortes em acidentes nas vias públicas do Estado. Comando de Bombeiros de Serviços Técnicos - (CBST) o Comando de Bombeiros de Serviços Técnicos - CBST, órgão responsável por realizar vistorias preventivas e educativas em toda a Região Metropolitana do Recife e no interior do Estado. Também tem a função de executar o cadastramento e manutenção de hidrantes públicos, em parceria com a Compesa, a análise de projetos de segurança contra incêndio e pânico, e a emissão de pareceres técnicos.

Outros

Criação: 23 de Setembro de 1887.

Marcha: Canção Soldado do Fogo

Lema: Vida Alheia e Riquezas Salvar.

Denominações Históricas

  • Companhia de Bombeiros do Recife - 1887;
  • Corpo de Bombeiro da Força Pública de Pernambuco - 1922;
  • Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de Pernambuco - 1947;
  • Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco – 1995.
Estado do Piauí

Histórico

Brasão do CBMPI
O Corpo de Bombeiros do Piauí foi criado em 1944, através do Decreto Lei n° 808, de 18 de Julho, como uma Seção de Bombeiros da Força Policial do Piauí (atual PMPI). O efetivo inicial era de trinta e três militares: um tenente; três sargentos; quatro cabos; e vinte e cinco soldados. Em Setembro de 1968 a Corporação foi reestruturada; sendo recomposto seu efetivo e equipamento.

Estrutura operacional

  • 1º Grupamento de Incêndio;
  • 2º Grupamento de Incêndio;
  • Grupamento de Busca e Salvamento;
  • Grupamento de Socorro e Emergência.

Estado do Rio de Janeiro

Histórico

Brasão do CBMERJ
O Corpo de Bombeiro Militar do Rio de Janeiroé o mais antigo do Brasil. Foi fundado pelo Imperador D.Pedro II em 1856, após a incidência de inúmeras tragédias, como os incêndios do Teatro São João, em 1851 e 1856. Nessa época o Imperador decidiu organizar o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, reunindo sob uma mesma administração as diversas seções que até então existiam (nos Arsenais de Guerra e de Marinha, Repartição de Obras Públicas e Casa de Correção). Em Abril de 1860 foi publicado o primeiro regulamento, onde constava sua subordinação ao Ministério da Justiça. Em 1864 a Diretoria Geral foi instalada da Praça da Aclamação (atual Praça da República); endereço que permanece até os dias de hoje como sede do Comando Geral do CBMERJ. Inicialmente a Corporação não possuía caráter militar, e os oficiais não podiam usar insígnias nem mesmo no quartel. Foi somente em 1880 que seus integrantes passaram a ser classificados dentro de uma hierarquia militarizada. O Diretor Geral recebeu a patente de Tenente-coronel; o Ajudante a de Major; os Comandantes de Seções as de Capitão; e os Instrutores, as de Tenente. Com a Proclamação da República em 1889, a Corporação passou a denominar-se Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Em 1917 passou a constituir Reserva do Exército Nacional. Condição essa revertida em Fevereiro de 1934, e readquirida em 1948.

Fusão do Estado do Rio de Janeiro com o da Guanabara

Em 21 de Abril de 1960 o Governo Federal transferiu-se do Rio de Janeiro para Brasília, e o
Quartel do Comando Geral do CBMERJ
Praça da República - Rio de Janeiro.
antigo Distrito Federal foi transformado no Estado da Guanabara, passando a Corporação a denominar-se Corpo de Bombeiros do Estado da Guanabara (CBEG). Em 15 de Março de 1975 realizou-se a fusão do Estado da Guanabara com o do Rio de Janeiro, por meio da Lei Complementar nº 20, de 1º de Julho de 1974. Até então, no Estado do Rio de Janeiro o Corpo de Bombeiros estava subordinado à Polícia Militar, funcionando, via de regra, com pelotões destacados dentro dos quartéis da PM especializados em atividades de defesa civil. Após a fusão, o Corpo de Bombeiros fluminense foi desmembrado da PM e unificado com o guanabarino. A Corporação passou então a designar-se como Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBERJ), com as prerrogativas do centenário Corpo de Bombeiros da antiga Capital Federal; mantendo a autonomia e subordinando-se diretamente à Secretaria de Estado. Em 1983 foi criada a Secretaria Estadual de Defesa Civil; sendo o Coronel BM José Halfed Filho, Comandante Geral do CBMERJ, o primeiro Secretário a tomar posse do cargo. Em 1995 essa Secretaria foi extinta e transformada em Departamento Geral de Defesa Civil, voltando o CBMERJ a ficar subordinado à Secretaria de Segurança Pública. Com as mudanças inseridas na Constituição Federal de 1988, foi incorporado, também em 1995, o termo "Militar" à denominação; objetivando com isso reforçar sua condição de Reserva do Exército.

Estado do Rio Grande do Norte
Histórico
Brasão do CBMRN
O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Nortefoi criado em 1917, como uma Seção de Bombeiros anexa ao Esquadrão de Cavalaria da PMRN. Embora de forma precária, esse pequeno efetivo permaneceu prestando serviço ininterrupto até 1955. Em 1955 o CB foi recriado, mas somente entrou em atividade em Maio de 1959, supervisionado técnica e administrativamente pelo Major José Osias, do então Corpo de Bombeiros do Estado da Guanabara. Em 2002 o CBMRN adquiriu autonomia da Polícia Militar, passando a dispor de estrutura administrativa e financeira própria.

Estrutura Operacional

  • QCG (Quartel do Comando Geral) - Natal
    • 2° SGB (Subgrupamento de Bombeiro) - Mossoró;
    • 3° SGB - Caicó;
      • SCI (Seção Contra Incêndios) - Parnamirim;
  • 1° GB (Grupamento de Bombeiro) / 2° SGB - São Gonçalo do Amarante.

Estado do Rio Grande do Sul

Histórico

Brasão do CBMRS
O primeiro serviço de combate a incêndios de Porto Alegre originou-se em 1895, por iniciativa das companhias seguradoras instaladas no país. Em 27 de Junho de 1935, o General Flores da Cunha, Interventor do Estado, assinou um decreto transferindo o Corpo de Bombeiros Particular de Porto Alegrepara a Brigada Militar. Ao longo dos anos a Corporação passou por diversas modificações até atingir o estágio atual, uma instituição especializada da Brigada Militar voltada para a Defesa Civil do Estado.

Veja também (continuação da postagem...)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.