terça-feira, 16 de julho de 2013

A Origem do Corpo de Bombeiros - parte 1


Auto Bomba Tanque 122
Bombeiros são equipes de resgate treinadas extensivamente, principalmente para apagar incêndios que ameaçam as populações civis e suas propriedades, para resgatar pessoas de acidentes de trânsito, desmoronamentos de edifícios, desastres naturais, e outras situações semelhantes. Algumas vezes fornecem serviços de emergência médica. O serviço de combate a incêndios e serviços de resgate é conhecido em alguns países como "brigada de incêndio". Os bombeiros tornaram-se onipresentes em todo mundo, das áreas florestais para as áreas urbanas e a bordo de navios.



Telefone de Emergência

Em todo o Brasil o número do telefone de emergência é único e gratuito.
Para solicitar o auxílio dos Corpos de Bombeiros basta discar UM (1), NOVE (9), TRÊS (3).
193

 

Áreas de atuação

Apesar de terem sido inicialmente constituídos com a função de combate a incêndios, as funções dos bombeiros alargaram-se para quase todas as áreas da proteção civil. Conforme o país e o corpo de bombeiros, as várias áreas de intervenção dos bombeiros são:
  • Combate a incêndios florestais;
  • Combate a incêndios urbanos;
  • Combate a incêndios industriais;
  • Combate a incêndio em aeródromos (SESCINC);
  • Resgate em grande ângulo;
  • Emergência médica pré-hospitalar;
  • Salvamento aquático ou afogamentos
  • Desencarceramento em acidentes rodoviários e ferroviários;
  • Intervenção em incidentes eléctricos;
  • Intervenção em incidentes hidráulicos;
  • Intervenção em incidentes com matérias perigosas;
  • Intervenção em incidentes com redes de gás;
  • Corte de Árvores em risco iminente de queda;
  • Captura de animais correndo ou oferecendo risco.
  • Resgate de corpos ou bens submersos.
  • Prevenção contra Incêndio e Pânico.

Equipamentos


Veículos de socorro e luta contra incêndios
  • Veículos de combate a incêndios (ligeiros, urbanos, rurais, florestais e especiais);
  • Veículos tanque táticos (urbanos, rurais e florestais);
  • Veículos tanque de grande capacidade;
  • Veículos com equipamento técnico de apoio;
  • Veículos de apoio alimentar;
  • Veículos de apoio a mergulhadores;
  • Veículos com escada giratória;
  • Veículos com plataforma giratória;
  • Veículos de socorro e assistência (táticos e especiais);
  • Veículos de proteção multirriscos (táticos e especiais);
  • Veículos de comando tático;
  • Veículos de comando e comunicações;
  • Veículos de gestão estratégica e operações;
  • Veículos de transporte de pessoal (tático e geral);
  • Veículos para operações específicas.

Veículos de socorro e assistência a doentes
  • Ambulâncias de transporte de doentes;
  • Ambulâncias de transporte múltiplo;
  • Ambulâncias de socorro;
  • Ambulâncias de cuidados intensivos;
  • Veículos de socorro e assistência médica.

Veículos de intervenção aquática
  • Botes de reconhecimento e transporte (pneumáticos e semi-rígidos);
  • Botes de socorro e resgate (pneumáticos e semi-rígidos);
  • Lanchas de transporte geral;
  • Motos de reconhecimento e salvamento aquático.

Meios aéreos
  • Helicópteros de avaliação e coordenação;
  • Helicópteros bombardeiros (ligeiros, médios e pesados);
  • Aviões de reconhecimento e coordenação;
  • Aerotanques (ligeiros, médios e pesados).


O Carro de Bombeiro

Um carro de bombeiro (Pt-Br) ou carro de bombeiros (Pt) (ou caminhão de bombeiro) é um veículo usado pelos bombeiros no ramo das suas operações contra incêndios e outras emergências. Os carros são equipados com sirenes, giroflex e com pinturas especiais para identificação da população no trânsito. A cor mais usada é normalmente o vermelho (por ex. RAL 3000) respect. vermelho brilhante (por ex. RAL 3024), às vezes também amarelo (como no Reino Unido). Normalmente os carros são guardados em quartéis do corpo de bombeiros.

História

Ctesíbio, um matemático e engenheiro grego que viveu cerca de 285-222 a.C. em Alexandria, inventou uma bomba de incêndios - uma combinação entre uma bomba aspirante e uma de pressão, usado mais tarde pelos bombeiros romanos, com uma mangueira conectada, para combater grandes focos.


História do Corpo de Bombeiros no Mundo

A partir do momento em que o homem deixou de ser nômade, para fixar-se em uma terra,
Brasão do CBM
surgiram necessidades banais. A preocupação e o combate ao fogo tornaram-se indispensáveis para proteger a humanidade da ameaça que ele representava. Ao longo da história, grandes incêndios marcaram as sociedades ao redor do mundo e, a partir dessas tragédias, foi preciso criar uma corporação de combate ao fogo. Surge a primeira concepção do Corpo de Bombeiros. Na Grécia, o sistema funcionava por meio de sentinelas noturnos, que faziam a vigilância de suas cidades e soavam alarmes em caso de incêndio. Também por necessidade, Roma decidiu implantar o sistema, quando a capital do Império encontrou-se inteiramente devastada pelas chamas. O incidente fez nascer o primeiro Corpo dedicado exclusivamente ao enfrentamento do fogo. Com os séculos, estas organizações evoluíram e a invenção de bombas e mangueiras de incêndio deram origem a uma nova era na luta contra o fogo. Era o fim da época dos baldes e o começo do ataque aos incêndios, com o lançamento de jatos de água em várias direções. A companhia de sessenta “guarda bombas” uniformizados, sujeitos ao militarismo, em Paris, foi um dos primeiros Corpos de Bombeiros organizados nos moldes atuais. Em pouco tempo, essas corporações alcançaram as grandes cidades ocidentais e atualmente estão espalhadas pelo mundo. Elas possuem, como principal missão, salvar a vida alheia, mesmo que para isso, seja preciso arriscar a própria vida.


Corpo de Bombeiros no Brasil 

Histórico

Os primeiros bombeiros militares surgiram na Marinha, devido os riscos de incêndio nos antigos navios de madeira; porém, eles existiam apenas como uma especialidade, e não como Corporação. A denominação de bombeiros deveu-se a operarem principalmente bombas d’água, toscos dispositivos em madeira, ferro e couro.

No Brasil, a primeira Corporação de Bombeiros foi criada pelo Imperador D.Pedro II em
Treinamento do Corpo de Bombeiros do Paraná. Alfândega de Paranaguá.
1856. No início ela não possuía caráter militar, e foi somente em 1880 que seus integrantes passaram a ser classificados dentro de uma hierarquia militarizada. Devido as afinidades culturais e linguísticas com a
França, a Corporação passou a adotar como modelo os Sapeurs-Pompiers de Paris; os quais eram classificados como Arma de Engenharia Militar, e organizados para servirem como pontoneiros ou sapadores quando necessário. Até o fim do Império essa foi a única instituição de bombeiro militar existente. Com a Proclamação da República, os Estados que possuíam melhores condições financeiras passaram a constituir seus próprios Corpos de Bombeiros. Ao contrário do Corpo de Bombeiros da Capital Federal, que desde o início fora concebido com completa autonomia, essas Corporações foram criadas dentro da estrutura das Forças Estaduais, antiga denominação das atuais polícias militares. Em 1915 a legislação federal passou a permitir que as forças militarizadas dos Estados pudessem ser incorporadas ao Exército Brasileiro, em caso de mobilização nacional. Em 1917 a Brigada Policial e o Corpo de Bombeiros da Capital Federal tornaram-se oficialmente Reservas do Exército; condição essa a seguir estendida aos Estados. Nesse período os Corpos de Bombeiros, como integrantes das Forças Estaduais, participaram com brio dos principais conflitos armados que atingiram o país. Essa condição foi alterada após as Revoluções de 1930 e de 1932; sendo imposto pelo Governo Federal a desmilitarização dos CBs em 1934. Isso objetivava diminuir o poderio das forças militares estaduais, as quais ameaçavam o equilíbrio do poder bélico no país. Com o final da Segunda Guerra Mundial e a conseqüente queda do Estado Novo, as Forças Estaduais voltaram ao completo controle dos Estados; passando-se a permitir a militarização dos CBs, desde que estes fossem reincorporados às PMs. Em 1967 foi criada a Inspetoria Geral das Polícias Militares ( IGPM ), subordinada ao então Ministério da Guerra; a qual passou a gerenciar diversas mudanças nas estruturas das polícias militares (e por conseguinte nos Corpos de Bombeiros), inserindo padronizações e estabelecendo exclusividades. Com o fim do Governo Militar e a instituição de uma nova Constituição em 1988, os Estados passaram a dispor de autonomia para administrar suas Forças de Segurança da maneira que melhor lhes conviesse. A maioria optou por desvincular os Corpos de Bombeiros das Polícias Militares. O termo Militar foi inserido na década de noventa para destacar a condição dos Corpos de Bombeiros como Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro, bem como a de Militares dos Estados, situação essa reafirmada na Constituição Federal de 1988.

Patrono Nacional dos CBMs

D. Pedro II
Os Corpos de Bombeiros Militares têm por Patrono o Imperador D. Pedro II. A figura do Imperador representa uma grande nobreza de espírito e coração; tendo recebido excelente educação e disciplina, ficou conhecido como um Monarca humano, sábio, justo, honesto, pacifista e tolerante. Era admirador sincero da modernidade, e foi o criador do primeiro Corpo de Bombeiros do Brasil, em 2 de Julho de 1856; data em que se passou a comemorar o Dia Nacional do Bombeiro e a Semana de Prevenção Contra Incêndios. A mais alta condecoração leva o seu nome, Medalha da Ordem do Mérito Imperador Dom Pedro II.

Estado do Acre

Histórico

Brasão do CBMAC
Desde a instauração do Governo Provisório do Estado Independente do Acre, em 1899, já se previa um Corpo de Bombeiros anexo ao Departamento de Justiça. Posteriormente, com a transformação da região em Território Federal, esse serviço passou a ser feito em caráter precário pelas Companhias Regionais de Polícia. O atual Corpo de Bombeiros somente foi efetivamente organizado em 1974, anexo à criação da Polícia Militar do Estado do Acre. Em 1990 a Corporação desvinculou-se da Polícia Militar, passando a usufruir de autonomia administrativa e financeira, e se subordinando diretamente à Secretaria Estadual de Segurança.

Missão do CBMAC

  • Prevenção e extinção de incêndios urbanos e florestais;
  • Realização de serviços de busca e salvamento de pessoas, animais, bens e haveres;
  • Atendimento emergencial pré-hospitalar;
  • Realização de vistorias em edificações;
  • Realização de perícias de incêndios;
  • Atendimento de socorro nos casos de inundações, desabamentos ou catástrofes; onde haja pessoas em iminente perigo de vida, ou ameaça de destruição de haveres;
  • Estudo, análise, planejamento e fiscalização da segurança contra incêndios, no âmbito estadual;
  • Embargo ou interdição de obras, serviços, habitações ou locais de diversões públicas, que não ofereçam condições de segurança para o funcionamento;
  • Em caso de mobilização do Exército Brasileiro, cooperação nos serviços de Defesa Civil mediante autorização do Governo do Estado.

Estado de Alagoas

Histórico

Brasão do CBMAL
O Corpo de Bombeiros do Estado de Alagoas foi criado dentro da estrutura da Polícia Militar, em 1947. É citado no sítio da Corporação o seguinte testemunho dado pelo Major Nelson Athanásio, ao então 2º Tenente BM Buriti, em 15 de Junho de 2000:

Que a criação do Corpo de Bombeiros do Estado de Alagoas foi a pedido do então Governador do Estado, Dr. Silvestre Péricles de Góes Monteiro, irmão do General Góes Monteiro, General da Guerra (Ministério da Guerra) e do Senador Ismar de Góes Monteiro. (...) Foi pedido ao Corpo de Bombeiros do Estado da Guanabara que nesta ocasião era comandado pelo Coronel Augusto Imbassahi. O Coronel Imbassahi me encaminhou ao Ministério da Justiça e este me encaminhou ao Governador do Estado de Alagoas. Ao chegar à cidade de Maceió, Capital de Alagoas apresentei-me ao Governador do Estado (...). Só havia dois ou três hidrantes subterrâneos, inclusive um desses hidrantes eu usei no principio de incêndio com grande resultado. (...) Relativamente ao incêndio que houve em Alagoas, na ocasião do núcleo, o Governador tinha combinado que eu fizesse uma demonstração antes que eu desse como pronto. Mas aconteceu um incêndio real. Nós tivemos muita sorte porque havia um dos raros hidrantes na cidade que estava com bastante água. O incêndio foi debelado prontamente. No dia seguinte, o Jornal Diário do Povo e outros publicavam elogios aos recentes bombeiros, porque costumavam dizer que em Alagoas não tinha água. (...)

Estrutura operacional

  • 1º GBM - Maceió;
  • 2º GBM - Maragogi;
  • 3º GBM - União dos Palmares;
  • 4º GBM - Palmeira dos Índios;
  • 5º GBM - São Miguel dos Campos;
  • 6º GBM - Penedo;
  • 7º GBM - Arapiraca;
  • 8º GBM - Batalha;
  • 9º GBM - Santana do Ipanema;
  • 10º GBM - Delmiro Gouveia;
  • GSA - Grupamento de Salvamento Aquático - Maceió;
  • GSE - Grupamento de Salvamento e Emergência - Maceió.

Estado do Amapá

Histórico
Brasão do CBMAP
O primeiro serviço de combate a incêndios do Amapá surgiu com a implantação do GRUCI (Grupamento de Combate a Incêndio), constituído por pessoal civil ainda no antigo Território do Amapá. Com a criação da Polícia Militar do Amapá em 1975, o efetivo do GRUCI passou a ser subordinado à PM; constituindo-se no 1º GI (Grupamento de Incêndios). Em 1992 o Corpo de Bombeiros desvinculou-se da PMAP, passando a dispor de estrutura administrativa e financeira própria.

Estrutura Operacional

  • BBS (Batalhão de Busca e Salvamento)
  • CEM (Companhia de Emergência Médica)

COC(Comando Operacional da Capital)

  • 1ª CIBM (Companhia Independente de Bombeiro Militar); 2ª CIBM; 3ª CIBM; e 4ª CIBM.

COI(Comando Operacional do Interior)

  • 5ª CIBM; 6ª CIBM; 7ª CIBM; e 8ª CIBM.

COE(Comando Operacional Especial)

  • 9ª CIBM; 10ª CIBM; 11ª CIBM; e 12ª CIBM.

 

Estado do Amazonas

Histórico

Brasão CBMAM
O Corpo de Bombeiros do Amazonas foi oficialmente criado em 1876, pela Portaria Provincial n° 268, de 11 de Julho. Não sendo porém possível apurar maiores informações sobre a efetivação, ou não, dessa Corporação. Com a Proclamação da República registra-se a proposta do então Governador do Estado, Coronel Gregório Thaumaturgo de Azevedo, para a substituição do Batalhão Militar de Polícia (atual PMAM) por uma Guarda Republicana. Cita o documento: a "Companhia de Bombeiros deverá ter organização especial, separada da Guarda Republicana, e, além do serviço de extinção de incêndios que lhe compete por sua organização, se incumbirá como Corpo de Artífices de trabalhos públicos feitos administrativamente na Capital". O Decreto n° 12, de 15 de Dezembro de 1892, aprovou o Regulamente da Companhia de Bombeiros do Estado. Atualmente conta com 554 Bombeiros Militares em todo o Estado do Amazonas.

Estado da Bahia
Histórico

Brasão do CBMBA
O Corpo de Bombeiros da Bahia foi criado em 1894. Após a Revolução de 1930 a Corporação foi transferida para o Município de Salvador. Em 1982 ela passou do Município para o Estado; sendo então anexada à Polícia Militar.

Estrutura Operacional

Comando de Operações de Bombeiro Militar - COBM

  • Centro de Atividades Técnicas
Sede: Pituba - Salvador.
  • Comando Regional de Operações de Bombeiros Militares da Região Metropolitana de Salvador
1º GBM (Grupamento de Bombeiros Militar) - Barroquinha;
3º GBM - Iguatemi;
10º GBM - Simões Filho;
12º GBM (SALVAR) - Ribeira;
13º GMAR (Grupamento Marítimo) - Itapuã;
14º GBM - Madre de Deus.

  • Comando Regional de Operações de Bombeiros Militares do Interior

2º GBM - Feira de Santana;
4º GBM - Itabuna;
5º GBM - Ilhéus;
6º GBM - Porto Seguro;
7º GBM - Vitória da Conquista;
8º GBM - Jequié;
9º GBM - Juazeiro;
11º GBM - Lençóis;
15º GBM - Paulo Afonso.

Estado do Ceará

Histórico

Brasão do CBMCE
O Corpo de Bombeiros do Ceará foi oficialmente criado em 08 de Agosto de 1925, sob a denominação de Pelotão de Bombeiros, subordinado ao Regimento Policial do Ceará (atual PMCE). Passou a denominar-se Corpo de Bombeiros do Ceará em Agosto de 1935, subordinado à então Chefatura de Polícia e Segurança Pública, com o efetivo de setenta e seis bombeiros. Em 1990 adquiriu autonomia da Polícia Militar, passando a dispor de estrutura administrativa e financeira própria.

Estrutura Operacional

Capital
  • 1° GB (Grupamento de Bombeiro)
    • 1ª SB (Seção de Bombeiro); 3ª SB; 4ª SB; 5ª SB; 6ª SB; 7ª SB; e 8ª SB;
    • 1ª Seção de Salvamento Marítimo;
    • Núcleo de Busca e Salvamento (NBS);
    • Grupamento de Socorro de Urgência (GSU).

Interior

  • 2ª Seção de Salvamento Marítimo - Caucaia;
  • 3a Seção de Salvamento Marítimo - Aracati;
  • 2° GB
    • 1ª SB - Maracanaú;
    • 2ª SB - Horizonte;
    • 3ª SB - Crateús;
    • 4ª SB - Guaramiranga;
  • 3° GB
    • 1ª SB - Sobral;
    • 4ª SB;
  • 4° GB
    • 1ª SB - Iguatu;
    • 2ª SB - Limoeiro do Norte;
    • 4ª SB - Quixeramobim;
  • 5° GB
    • 1ª SB - Juazeiro do Norte;
    • 2ª SB - Crato;
    • 3ª SB - Juazeiro do Norte.
Distrito Federal

História

Brasão do CBMDF
Corpo Provisório de Bombeiros da Corte

  • 1856 - Em Julho de 1856 , a exposição de motivos feita pelo Inspetor do Arsenal de Marinha das Cortes, o CMG Joaquim José Inácio, contida no Ofício de 26 de Março de 1851, apesar de decorridos mais de cinco anos, apresentava os primeiros sinais positivos. Os fatos narrados naquele documento provocaram do Ministério da Justiça a elaboração do Decreto Imperial nº 1.775, assinado por sua Majestade o Imperador Dom Pedro II e promulgada a 02 de Julho de 1856. Este Decreto reuniu numa só Administração as diversas Seções que até então existiam para o Serviço de Extinção de Incêndios, nos Arsenais de Marinha e Guerra, Repartição de Obras Públicas e Casa de Correção, sendo, assim, criado e organizado o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte sob a jurisdição do Ministério da Justiça.

Mudança da capital

  • 1960 - Com o advento da mudança da capital federal para Brasília, e com o que ficou estabelecido a partir da Lei 3.752, de 14 de Abril de 1960, que assegurava o direito de continuarem os militares bombeiros a permanecerem a Serviço da União, e posteriormente a regulamentação criada através do Decreto-Lei ns 9, de 25 de Junho de 1966, foi igualmente disposta a organização do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

Como o primeiro contingente, oriundo da transferência da capital para Brasília só chegou em 1964, o serviço de combate aos incêndios em Brasília foram levados a efeito inicialmente pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital - NOVACAP, que teve um contingente treinado pelo então Major do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (na cidade do Rio de Janeiro) Raimundo. Anos mais tarde, com a criação da Guarda Especial de Brasília - GEB, esse serviço foi assumido por aquela Guarda, até 1964.

Estado do Espírito Santo

Histórico

Brasão do CBMES
O Corpo de Bombeiros do Espírito Santo teve início com a criação de uma Secção de Bombeiros em 26 de Dezembro de 1912, graças aos esforços do Tenente-coronel Archimiro Martins de Mattos. Para a organização e treinamento dessa Secção foi comissionado por três anos, o Segundo Tenente Mário Francisco de Brito, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. A Corporação permaneceu vinculada à Polícia Militar até o dia 25 de Setembro de 1997, quando então, pela Emenda Constitucional n° 12, adquiriu autonomia e passou a dispor de estrutura administrativa e financeira própria.

Denominações do CBMES
  • 1912 - Secção de Bombeiros;
  • 1924 - Pelotão de Bombeiros;
  • 1925 - Companhia de Bombeiros;
  • 1938 - Corpo de Bombeiros;
  • 1997 - Corpo de Bombeiros Militar.

Estrutura operacional
  • Quartel do Comando Geral - Vitória
  • 1º BBM - Vitória
    • 1ª CIA BM - Vitória
    • 2ª CIA BM - Vila Velha
    • 3ª CIA BM - Serra
    • 4ª CIA BM - Cariacica
  • 2º BBM - Linhares
    • 1ª CIA BM - Linhares
    • 2ª CIA BM - Nova Venécia
    • 3ª CIA BM - São Mateus
  • 3º BBM - Cachoeiro de Itapemirim
  • 4º BBM - Marechal Floriano
  • 1ª CIA IND BM - Guarapari
  • 2ª CIA IND BM - Aracruz
  • 3ª CIA IND BM - Colatina
Estado de Goiás

Histórico

Brasão do CBMGO
O Corpo de Bombeiros de Goiás teve início em 05 de Novembro de 1957, com o deslocamento de onze militares para o curso de formação no CBM MG. Em 1958 foi criada uma Companhia de Bombeiros. Em 1964 essa Companhia foi transformada em Corpo de Bombeiros, com o efetivo de um Batalhão. Pela Constituição Estadual 1989 o CBM GO adquiriu autonomia, e passou a dispor de estrutura administrativa e financeira própria.

Estrutura Operacional

  • 1º BBM (Batalhão de Bombeiro Militar) - Goiânia;
  • 2º BBM - Goiânia;
  • 3º BBM - Anápolis;
  • 4º BBM - Rio Verde;
  • 5º BBM - Luziânia;
  • 6º BBM - Itumbiara;
  • 7º BBM - Aparecida de Goiânia;
  • 8º BBM - Goiânia;
  • BSE (Batalhão de Salvamento em Emergência) - Goiânia;
    • 1ª CIBM (Companhia Independente Bombeiro Militar) - Trindade;
    • 2ª CIBM - Senador Canedo;
    • 3ª CIBM - Jataí;
    • 4ª CIBM - Caldas Novas;
    • 5ª CIBM - Catalão;
    • 6ª CIBM - Mineiros;
    • 7ª CIBM - Formosa;
    • 8ª CIBM - Cidade de Goiás;
    • 9ª CIBM - Inhumas;
    • 10ª CIBM - Planaltina;
    • 11ª CIBM - Pirenópolis;
    • 12ª CIBM - Santa Helena de Goiás;
    • 13ª CIBM - Goianésia;
    • 14ª CIBM - Porangatu;
    • 15ª CIBM - Palmeiras de Goiás;
    • 16ª CIBM - Niquelândia;
    • 17ª CIBM - Jaraguá.
    • 1º PBM – Uruaçu.

Veja também (continuação da postagem...)
http://biografiaecuriosidade.blogspot.com.br/2013/07/a-origem-do-corpo-de-bombeiros-parte-2.html 

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