sexta-feira, 14 de junho de 2013

A História do Aeróstato


Um aeróstato moderno da U.S. Air Force.
Aeróstato. Balão cheio de ar quente ou de gás mais leve que o ar, o qual se eleva na atmosfera. A invenção dos aeróstatos remonta aos fins do século XVII, quando o padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão subiu aos ares num balão, uma “máquina aerostática” pela qual ficaria conhecido como o “Padre Voador”. Com o apoio de D. João V e depois de ter obtido privilégio de invenção, levou a efeito uma exibição pública da sua “Passarola”, na presença do rei e de toda a Corte Portuguesa (05/08/1709). Conforme documentos existentes nos arquivos da Torre do Tombo, no Vaticano e em muitos países da Europa, sabe-se que o singular aparelho era “um instrumento de caminhar pelo ar, muito mais rapidamente do que pela terra e pelo mar, fazendo, algumas vezes, mais de 200 léguas de caminho por dia”. São contraditórias as informações sobre essa exibição: segundos alguns, o balão queimou-se a uma altura de 4,60m; segundo outros, teria subido até a altura da Torre de Lisboa (cerca de 60 metros). Quando Henry Cavendish descobriu o
Bartolomeu de Gusmão, o padre voador.
hidrogênio, em 1766, o Dr. Blake tentou, em vão, fazer subir aos ares uma bexiga cheia deste gás, extremamente leve. Os dois irmãos, Etiene e Joseph Montgolfier, fabricantes de papel em Annonay (Ardêche), foram mais felizes. A 5 de Junho de 1783, elevava-se nos ares o balão por eles fabricado de tela e papel , de forma quase esférica, com 866 metros cúbicos de capacidade, aberto por baixo. Logo o físico Charles imitou essa experiência substituindo o ar quente por hidrogênio, e o primeiro balão que viu Paris, subiu do Campo de Marte, saudado pela artilharia, e no meio de uma multidão estática que se aglomerava nas praças, boulevards, e nos telhados das casas. Montgolfier repetiu depois, em Versalhes, diante da Corte, a experiência tentada em Annonay, com um aeróstato que se elevou a uns 500 metros, levando, numa gaiola, um carneiro, um galo e um pato, que chegaram sãos e salvos. Montgolfier e o seu colaborador Pilatre de Rozier fizeram, pouco depois, uma ascensão em balão cativo, a 20 de Novembro de 1783.

Aeróstato é a designação dada às aeronaves mais leves que o ar. A atividade e o estudo dos aeróstatos é levada a cabo por um ramo da Aeronáutica denominado Aerostação.
 

Tipos de Aeróstatos

Basicamente existem dois tipos de aeróstatos:
Balões- aeróstatos sem propulsão própria. Podem existir balões de voo livre, em que a deslocação é feita através da impulsão externa das correntes atmosféricas, e balões cativos, que não se deslocam, estando permanentemente presos ao solo;
Dirigíveis- aeróstatos com propulsão própria, normalmente realizada por um motopropulsor.

História dos Aeróstatos


Ferdinand von Zeppelin.
Existem notícias de que, já há milhares de anos os chineses utilizavam balões como brinquedos. No entanto o primeiro voo da história num aeróstato deve-se ao santista Bartolomeu de Gusmão que, em 1709, perante a Corte em Lisboa voou num invento da sua autoria baptizado de Passarola. A Passarola era um balão de ar quente de grandes dimensões. Na realidade a "Passarola" nunca voou. Muitos anos depois de Bartolomeu de Gusmão, em 1783, os irmãos Montgolfier fazem voar o balão de ar quente de sua invenção, despoletando um grande desenvolvimento na aerostação, que se dá sobretudo a partir do século XIX. Os primeiros aeróstatos não se podiam deslocar por si, mesmos, ficando dependentes das correntes de ar atmosférico. Em 1852 é então projetado e construído o primeiro aeróstato dirigível pelo francês Henri Giffard. No princípio do século XX, o alemão Conde Ferdinand von Zeppelin dá grande impulso ao desenvolvimento dos dirigíveis, que são baptizados de zeppelins em sua homenagem. Os zeppelins
Um dirigível. (Source: Luftschiffseiten.de ; original upload in german wikipedia 17. Sep 2004 by de:Benutzer:Hadhuey).
são usados como plataforma de armas de bombardeio estratégico na 1ª Guerra Mundial. Depois da guerra, os zeppelins são desenvolvidos como transporte de passageiros, realizando os primeiros voos transatlânticos comerciais. Em 1937, o maior dirigível de sempre, o Hindenburg explode em Lakehurst, nos Estados Unidos no final de uma viagem transatlântica, provocando a interrupção do uso dos aeróstatos no transporte em massa de passageiros. Desde os finais do Séc. XX, têm vindo a ser desenvolvidos projetos promissores de desenvolvimento de dirigíveis para o transporte de cargas pesadas, aproveitando a sua economia de operação e a sua capacidade de chegar a qualquer ponto do território.

Referências:
 

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