domingo, 5 de maio de 2013

Origem da Árvore de Natal

Árvore de Natal
Segundo se afirma, a árvore-de-natal data da Antiguidade. Deve-se a ideia a um sacerdote natural da Alsácia, na Ásia Menor. "O caritativo pároco costumava dividir, entre os pobres da sua freguesia, roupas, alimentos e dinheiro que, pacientemente, ia juntando durante o ano. Um dia teve a ideia de dependurar nos galhos de um abeto, que crescia perto da igreja, os pacotes que continham os presentes. Depois de reunir seus fiéis na praça, e de fazer com que entoassem cânticos de Natal, distribuía os pacotes. Nos anos seguintes fez a mesma coisa, e nos que se seguiram". Em 1765, na Inglaterra, a rainha Carlota de Mecklemburgo-Strelitz, esposa de Jorge III, adotou o costume da árvore-de-natal nas festas cristãs de fim de ano, enfeitando a árvore com brinquedos, doces e lanterninhas. No dia 25 de Dezembro, ela reuniu as crianças e fez a distribuição de brinquedos e presentes úteis. Do palácio real passou o costume às mansões dos senhores de fidalguia, que se esforçavam em imitar a rainha. Poucos anos depois, não havia lar na Inglaterra que não ostentasse, na noite de Natal, a sua árvore. Diz-se que da Inglaterra a árvore-de-natal passou ao resto da Europa e, por fim, a todos os países cristãos.

Árvore de Natal do Rockefeller Center em Nova Iorque.
Em seus primórdios, a religião cristã não comemorava o nascimento de Cristo armando árvores festivas. Foi São Vifredo quem instituiu o culto da Árvore de Natal. Esse santo resolveu derrubar um carvalho que havia servido de objeto de veneração por parte dos druidas. Ao ser o carvalho abatido uma violenta tempestade desabou. Caiu um raio que partiu em quatro pedaços o tronco derrubado, mas, deixou como que milagrosamente ileso uma pequena árvore muito nova ao seu lado. São Vifredo achou que deveria ver nisso um símbolo. Nessa mesma tarde o santo subiu ao púlpito e proferiu inspirado sermão sobre a árvore e os benefícios que ela proporciona ao homem. Disse que o pinheiro era a árvore da paz, da inocência, da candura, porque Deus a havia poupado naquela mesma tarde aos seus olhos, da destruição. Por ser sempre verde o pinheiro poderia ser também o símbolo da vida eterna.


Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milênio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles
Árvore de natal em Natal, Brasil. (Altura: 126m).
as cultuavam e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades mitológicas. Sua projeção vertical desde as raízes fincadas no solo, marcava a simbólica aliança entre os céus e a mãe terra. Na Assíria a deusa Semiramis havia feito uma promessa aos assírios, de que quem montasse uma árvore com enfeites e presentes em casa no dia do nascimento dela, ela iria abençoar aquela casa para sempre. Entre os egípcios, o cedro se associava a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presente para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin. Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais árvores de Natal. Essa tradição passou aos povos Germânicos. A primeira árvore de Natal foi decorada em Riga, na Letônia, em 1510. No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado cortou um pinheiro sagrado que os locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal. Acredita-se também que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta. Há outras versões, porém, a moderna árvore de natal teria realmente surgido na Alemanha entre os século XVI e XVIII. Não se sabe exatamente em qual cidade ela tenha surgido. Durante o século XIX a prática foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos. Apenas no século XX essa tradição chegou à América Latina. Atualmente essa tradição é comum a católicos, protestantes e ortodoxos.


Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Árvore_de_Natal

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