domingo, 5 de agosto de 2012

Vingança contra um cadáver

Carlos II, da Inglaterra, ao subir ao trono em 1660, por influência do general

Pintura de um cadáver: Necrotério no "Unteren Collegium" (Universität) de Fritz Schider (1846-1907). (Imagem: User:Mattes).
George Monck, exerceu impressionante vingança contra os que haviam decapitado seu pai, Carlos I. O inimigo a quem visava era Olivier Cromwell, o Protetor da Inglaterra, que exerceu o poder como ditador. Ele havia morrido em 1658, tendo sido enterrado na Abadia de Westminster. Segundo alguns autores, Carlos II, fez desenterrar os corpos dos revolucionários, e, postos num carro os cadáveres de Oliver Cromwell, Henry Ireton e John Bradshaw, que tinham sido os seus mais encarniçados inimigos, levou-os para Tyburn, lugar onde eram enforcados os criminosos. Os cadáveres foram aí dependurados nas forcas, onde permaneceram um dia inteiro. Depois mandou retirá-los das árvores e decapitou-os, atirando em seguida os corpos num poço junto às forcas. As cabeças foram espetadas em lanças e colocadas em lugares elevados, oferecendo aos cidadãos sinistro espetáculo, testemunho expressivo dos sentimentos vingativos de um monarca. Interessante é dizer que Carlos II morreu em 1685, vitimado de uma ferida no pé.



Execução póstuma de Cromwell


Em Janeiro de 1661, dois anos após sua morte, o corpo de Cromwell, por ordem
Oliver Cromwell
da Câmara dos Comuns, foi desenterrado, exumado e enforcado. O cadáver passou todo o dia do 12º aniversário da morte do rei Carlos I pendurado em uma forca em praça pública. Em seguida, sua cabeça foi decapitada e exposta espetada num piquê, enquanto seu corpo decapitado era enterrado sob a forca, em Tyburn (hoje Marble Arch), em Londres. A cabeça do ex-Lorde Protetor passou o dia em exposição até ser retirada e levada para casa por um soldado da guarda, que desapareceu com ela. A cabeça embalsamada passou de mãos em mãos por séculos, sendo inclusive vendida em 1814 como objeto, até ser finalmente enterrada nos jardins do Sidney Sussex College, em Cambridge, em 1960 o que poderia ser mentira, foi somente uma máscara.


Execução póstuma de Henry Ireton

Henry Ireton
Em 30 de Janeiro 1661, após a restauração da monarquia inglesa de 1660, Charles II teve o cadáver de Ireton exumado de Westminster e mutilado em uma execução póstuma, juntamente com os de Cromwell e John Bradshaw, em retribuição por ter assinado a sentença de morte do seu pai. A data foi simbólica, sendo o 12 º aniversário da execução de Carlos I.


Execução póstuma de John Bradshaw

John Bradshaw
Charles II foi restaurado ao trono em 1660. Em 30 de Janeiro de 1661 - o décimo segundo aniversário do regicídio - os corpos de Bradshaw, Cromwell e Henry Ireton foram ordenados a serem exumados e exibidos o dia inteiro em correntes na forca em Tyburn. Ao pôr do sol, os três corpos que haviam sido apresentados publicamente como os dos três juízes sendo executados postumamente foram todos decapitados. Os corpos foram jogados em uma vala comum e as cabeças exibidas em piques em Westminster Hall. Samuel Pepys escreveu em seu diário que ele viu as cabeças lá no dia 5 de Fevereiro.


Referências

http://pt.wikipedia.org/wiki/Oliver_Cromwell  

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