segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Origem da Hóstia

A palavra hóstia (do latim hostia) quer dizer "vítima". Originalmente era o animal imolado ao sacrifício. Na antiguidade, segundo alguns historiadores, chamava-se hóstia ao ser que se oferecia a uma divindade, nos ofícios religiosos. Na Grécia antiga, o cordeiro (cria ainda nova de ovelha) era o animal (a hóstia) que se costumava imolar em honra aos deuses. Mais tarde, após o sacrifício de Jesus Cristo em Jerusalém, a Igreja Católica teve a idéia de aplicar o termo hóstia a Jesus, que se deixou imolar para a felicidade dos homens. Passou, então, Jesus Cristo a ser a vítima que se sacrificou pela humanidade. Nas missas, em homenagem sagrada a Cristo, continuaram os sacrifícios, sob uma forma mística. No início da Idade Média, alguns sacerdotes, dando especial relêvo ao ato religioso em que o corpo e sangue de Cristo estão representados por pão e vinho, introduziram na boca dos fiéis uma partícula de pão ázimo (sem fermento). Lembrava a vítima que dera o seu sangue para salvar a humanidade. Chamou-se, por isto, hóstia a essa partícula de pão, delgada, redonda, que tem impresso em um de seus lados um emblema religioso, geralmente uma cruz. Desde o século XII, tem a forma circular. A hóstia é feita de farinha de trigo sem nenhuma mistura de fermento. Seu fabrico era privilégio da Igreja Católica. Mais tarde, no século XIV (mais ou menos em 1375) qualquer pessoa podia fabricar hóstias. Por determinação do Papa, o comércio pôde fabricá-la. As hóstias destinadas aos padres são maiores que as reservadas aos fiéis.

Na etimologia significa hostiam, que significa vítima. Jesus, a vítima de nós mesmos, seres humanos, para a remissão dos nossos pecados. A hóstia é o termo usado para o pão consagrado pelo sacerdote ordenado, o presbítero ou bispo. O pão mais litíurgico para o rito eucarístico é o pão ázimo. A produção do pão ázimo ainda é feito de forma artesanal em algumas localidades, mas já existem máquinas para facilitar o processo.A fabricação artesanal é realizada principalmente por religiosos em geral em mosteiros, onde o corte pode ser feito com tesoura, uma a uma.No processo industrial, realizado por empresas privadas ou organizações religiosas, são produzidas hóstias de dois tamanhos: 3 centímetros de diâmetro, pesando 0,6 gramas, para os fiéis, e 7,8 centímetros, para os sacerdotes. Vale lembrar que quando o pão está na condição de não-consagrado, é denominado de partícula.

Referências:
 

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