segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Invenção da bicicleta

 
Da Vinci's museum em Vinci, Itália.
Invenção da bicicleta - Há quem afirme que o velocípede já era conhecido na Antiguidade. Descobriram-se em monumentos egípcios inscrições e desenhos de um aparelho de três rodas que os antigos impeliam com os pés.  Já em 1819, apareciam em Londres os triciclos (velocípedes de três rodas). Sabe-se que a primeira bicicleta foi construída na Inglaterra em 1880. Era de madeira, e para andar era preciso que alguém, a pé, atrás dela, fosse impelindo. Atribui-se aos irmãos Starley, em 1885, o aperfeiçoamento desse aparelho, que passou a ter movimento próprio, com duas rodas do mesmo diâmetro. Segundo a maioria dos autores, a invenção da bicicleta teve origem no biciclo (velocípede munido de duas rodas, a primeira das quais era posta em movimento pela ação dos pés sobre os dois pedais). A primeira bicicleta foi idealizada no século XVIII, por Ozanan. Todavia, há quem atribua ao francês Ernest Michaux, conhecido como o 'Pai do ciclismo', a glória de ter inventado, em 1861, a bicicleta propriamente dita. De fato, deve-se a esse francês a invenção dos pedais. Já em 1856, Pierre Lallement, hábil mecânico de Paris, havia aperfeiçoado o celerífero de Karl Drais, dotando-o de pedais colocados sobre a roda dianteira.
A primeira bicicleta foi construída na Inglaterra em 1880. A adoção das duas rodas iguais, do quadro completo e direito, do rolamento por esferas, constituíram os novos progressos que levaram à construção da bicicleta atual. O biciclo, velocípede de duas rodas, das quais a primeira é posta em movimento pela ação dos pés sobre os pedais, data de 1855, época em que Ernest Michaux inventou o pedal. O biciclo foi construído, primeiro de madeira e, depois de ferro (1869). A roda foi revestida de borracha endurecida. Em 1875, inventou-se o aro em meia-cana... A aparição da bicicleta fez desaparecer o biciclo”.


A primeira bicicleta data de 1780. Era conhecida pela designação de velocífero. Foi Blanchard quem a construiu. Em 1818, o alemão Karl Drais introduziu algumas modificações neste aparelho, criando o celerífero, cujas rodas eram formadas por um aro de madeira sustentado por oito raios excêntricos. Em 1855, apareceu o pedal, invenção de Ernest Michaux. Na mesma data, surgiu o biciclo, de construção inteiramente metálica. Em 1877, os pedais passaram a funcionar na base do quadro. Já em 1868, as rodas haviam sido cercadas por um aro de borracha maciça. Em 1838, o escocês John Boyd Dunlop substituía os aros de borracha por tubos da mesma substância, que podem ser enchidos de ar por intermédio duma bomba”.




A bicicleta militar 

Foi idealizada por um capitão francês de nome Gérard. Curioso recorde mundial de permanência no selim de uma bicicleta foi estabelecido em 1959, por um ciclista brasileiro do Estado de Alagoas; esteve por mais de 19 horas numa bicicleta pedalando incessantemente. Bicicleta é palavra que se formou do latim bis (duas vezes) e do grego kyklos (círculo, roda.


História


Os primeiros traços da existência da bicicleta tal como a conhecemos hoje, ocorreram em projetos do renomado inventor italiano Leonardo da Vinci, por volta de 1490. Na China a invenção da bicicleta é atribuido ao antigo inventor chinês Lu Ban, que nasceu há mais de 2.500 anos atrás. Em 1680, Stephan Farffler, um alemão construtor de relógios, projetou e
Engrenagem
construiu algumas cadeiras de rodas tracionadas por propulsão manual através de manivelas, mas o certo é que o alemão Barão Karl von Drais pode ser considerado o inventor da bicicleta, pois, em 1817 ele implementou um brinquedo que se chamava celerífero, desenvolvido pelo Conde de Sivrac em 1780. O celerífero fôra construído em madeira com duas rodas interligadas por uma viga e um suporte para o apoio das mãos e destinava-se apenas a tração utilizando-se dos pés quando o "velocipedista" postava-se na viga de madeira. O Barão Drais instalou em um celerífero um sistema de direção que permitia fazer curvas e com isto manter o equilíbrio da bicicleta quando em movimento, além de um rudimentar sistema de frenagem. O sucesso foi tanto que em abril de 1818, o próprio Barão Drais apresenta seu invento no parque de Luxemburgo, em Paris, e meses mais tarde faz o trajeto Beaune- Dijon, na França. Drais patenteou a novidade em 12 de Janeiro de 1818 em Baden, Paris e outras cidades européias. Mesmo sendo um avanço para a época, seu "produto" não tornou-se popular e o Barão foi ridicularizado e seu projeto o tornou um homem falido. Em pleno século de revoluções industriais e científicas como foi o século XIX, não demorou muito para a draisiana ser modificada e melhorada. Poucos anos se passaram, após o registro de Drais, e o "veículo" foi apresentado em uma estrutura de ferro e também recebeu uma sela, melhorando em resistência e conforto. No dia 20 de Abril de 1829 aconteceu a primeira competição que se tem conhecimento utilizando-se do veículo de duas rodas da época. Neste dia, competiram 26 draisianas percorrendo 5 quilômetros dentro da cidade de Munique. Em 1839, o escocês Kirkpatrick Macmillan adapta ao eixo traseiro duas bielas ligadas por uma barra de ferro. Isto provocou o avanço da roda traseira, dando-lhe maior estabilidade e possibilidade de manuseio e manejo rápido. Com esse mecanismo a bicicleta ficou mais segura e estável, pois nas
Pedal
curvas evitava o antigo jogo do corpo para o lado oposto ao movimento a fim de manter estável o equilíbrio, já que o equipamento em si era bastante pesado. No ano de 1855 o francês Ernest Michaux inventa o pedal, que foi instalado num veículo de duas rodas traseiras e uma dianteira. Os pedais eram ligados à roda dianteira, e o invento ficou conhecido como velocípede, palavra oriunda do latim velocidade e pé ou velocidade movida a pé. Alguns consideram-no a primeira bicicleta moderna, e na verdade ficou sendo chamado de triciclo posteriormente. A prefeitura de Paris criou, em 1862, caminhos especiais nos parques para os velocípedes para não se misturarem com as charretes e carroças, dando assim origem às primeiras ciclovias, pois era comum alguns acidentes, rotineiramente os animais das charretes e carroças assustavam-se, causando sustos e ferimentos aos condutores. No mesmo ano, Pierre Lallement viu alguém andando com uma draisiana e teve a ideia de construir seu próprio veículo, mas com a adaptação de uma transmissão englobando um mecanismo de pedivela giratório e pedais fixados no cubo da roda dianteira. Ele então acabou criando a primeira bicicleta propriamente dita depois que mudou-se para Paris em 1863.



Evolução


Evolução da bicicleta
Os velocípedes do início da segunda metade do século XIX tinham os pedais fixos ao eixo da roda da frente que era, portanto, simultaneamente motora e diretriz. A velocidade de deslocamento dependia exclusivamente da aceleração rotativa dos pedais e o desejo de obter maior rendimento levou os construtores a procurar um recurso que favorecesse a ação mecânica do velocipedista. A solução mais fácil foi o aumento do diâmetro da roda motora, levando ao aparecimento, em 1874, da "grande bi" ou "biciclo", com rodas desiguais, ou seja, uma que atingia um diâmetro de um metro e meio e a de trás reduzida ao mínimo necessário para garantir o equilíbrio. A partir da década de 1870, os progressos foram rápidos e consecutivos. Em 1877 os pedais passaram a funcionar na base do quadro, presos a uma engrenagem dentada que uma corrente ligava ao eixo da roda traseira por intermédio doutra engrenagem de menor número de dentes (um sistema on-line de transmissão), assegurando assim, a multiplicação variável conforme as dimensões relativas das duas engrenagens. Em 1890 aparecia, na Inglaterra, um aparelho chamado "cripto", cujas principais alterações consistiam na presença de rolamentos sobre esferas nos pedais e na aplicação de câmaras de ar às rodas, pois antes, as rodas dos velocípedes não passavam de aro metálico ou de madeira, recoberto, em sua periferia, de borracha maciça destinada a amortecer os choques e ressaltos nos acidentes do caminho. A roda tubular em borracha com uma "alma" contendo ar comprimido foi uma invenção do veterinário escocês John Boyd Dunlop.



Início da fabricação em série


Pierre Lallement, um francês fabricante de carrinhos de bebês, entrou com a primeira patente de um modelo de velocípede nos Estados Unidos da América em 1866, fabricando algumas unidades, porém, sem muito sucesso. Lallement vendeu sua patente e os projetos para os irmãos Oliver que se associaram ao ferreiro Pierre Michaux para fundar, na França, a empresa Michaux and Company, em 1875. Assim nasceu a primeira indústria de bicicletas consolidada pelo mercado consumidor, pois as mesmas tornaram-se uma mania em Paris.


Pneu


Entre o final da década de 1880 e 1900, o mercado de peças e acessórios em torno da bicicleta cresceu. Um importante passo para a segurança e o conforto dos "bicicletistas", foi no desenvolvimento e produção do pneu. Em 1888 John Boyd Dunlop patenteou o pneu com câmara de ar e pouco tempo depois, em 1891, Edouard Michelin, Francês, aparece nas competições com seus pneus sem câmara de ar.



A bicicleta no Brasil


Aluguel de bicicleta em Petrolina,  Pernambuco.
No final do século XIX a bicicleta chega ao Brasil vinda da Europa e os primeiros relatos de sua existência em território tupiniquim são no Paraná, mais precisamento em Curitiba, cidade que recebeu muitos imigrantes europeus desde a segunda metade do século XIX e em São Paulo. Na capital paranaense, em 1895, já existia um clube de ciclistas organizados por imigrantes da colônia alemã local e em São Paulo, dona Veridiana da Silva Prado constrói a primeira praça do país contendo um velódromo. Esta praça era dentro de sua chácara, na região da consolação (atualmente é a Praça Roosevelt). Logo em seguida é fundado, na capital paulistana, o Veloce Club Olímpico Paulista; porém não podemos afirmar, com toda a certeza, que foi no sul ou sudeste do Brasil a primeira aparição do "veículo", mas como a incidência muito grande de imigrantes europeus no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente de alemães (inventores do velocípede), e as famílias abastadas de São Paulo, indicam uma grande probabilidade de que é nestas regiões que ocorreram os primeiros passeios de bicicleta, vindas do velho continente. Isso porque a bicicleta era um produto muito distante para a realidade brasileira entre o final do século XIX e as primeira décadas do século XX, pois o custo de importação ser muito elevado, associando a inexistência de fabricante em território brasileiro. Com os adventos da Primeira Guerra Mundial e a crise americana de 1929, a industria ciclística brasileira restringia-se a fabricação de selim e paralamas e as marcas de bicicletas que dominavam o mercado eram: Bianchi, Lanhagno, Peugeot, Dupkopp, Phillips, Hercule, Raleigh, Prosdócimo, Singer, Caloi e Monark, todas importadas da Europa ou dos Estados Unidos, sendo vendidas em lojas como: Prosdócimo, Casa Luis Caloi, Mappin Stores e Casa Muniz (Prosdócimo, Monark e Caloi, por exemplo, eram bicicletas montadas no Brasil, sendo suas peças importadas dos seus países de origem). A virada desta situação começou em meados da década de 1940, quando houve dificuldades de importação das peças em função da Segunda Guerra Mundial. Empresas como Caloi, Monark e IRCA (Irmão Caloi, uma cisão da família Caloi) passaram a produzir grande parte das peças e a partir da década de 1950, as bicicletas destas marcas eram produzidas integralmente no Brasil, graças ao governo de Getúlio Vargas, que visando fortalecer a indústria nacional e a criação de postos de trabalho, aplicou um corte drástico nas quotas de importação dos bens de consumo, atingindo as montadores de bicicletas. Entre a década de 1950 e os anos de 1970, o Brasil possuíu trinta fabricantes que produziam aproximadamente cinquenta marcas/modelos de bicicletas. Mas a partir da década de 1980, apenas duas fábricas: a Caloi e Monark, dominavam 95% do mercado, mesmo assim, houve um novo impulso na fabricação e vendas neste nicho de mercado, graças ao empenho dos fabricantes em juntar forças entre sí, ao criarem, em 1976, a ABRACICLO (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Motonetas, Bicicletas e Similares). A partir dos anos de 2000, os governos locais de vários centros urbanos do Brasil, além do governo federal, passam a projetar investimento em ciclovias, propiciando, assim, um nova procura no velho veículo de duas rodas, seja para lazer, esporte ou para substituir o automóvel no deslocamento residência-trabalho. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bicicleta).


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