segunda-feira, 6 de agosto de 2012

História da Fabricação do Gelo


Na antiguidade já se fabricava o gelo, através de processos rudimentares. Na Babilônia, Alexandre Magno mandava encher de água vasos de argila porosa e os mantinha, ao cair da tarde, presos a galhos de árvores. A água se congelava pela ação do frio extremo da noite. Tinha, assim, o gelo de que necessitava para os seus festins. Cleópatra, enchia de neve pequenas valas escavadas nos jardins de seu palácio real  e nelas depositava jarros cheios de água; o líquido se transformava em gelo em virtude do abaixamento da temperatura. Ela conseguia assim, as suas bebidas refrigerantes. Os faraós tiravam gelo das montanhas e o conservavam em subterrâneos úmidos, construídos à beira do Nilo. em seus banquetes jamais faltou o bom refresco. Dificílima era a obtenção de gelo por esses processos. Reis e príncipes é quem poderiam consegui-lo. Na primeira metade do século XVII, precisamente em 1621, começou o uso do sistema de copos. "Colocava-se um copo menor dentro de outro maior e enchia-se de água o espaço entre os dois. O conjunto era coberto de neve e sal". O curioso processo de fabricação de gelo artificial, rudimentalíssimo, foi adotado na França. Mais tarde, em 1775, para alguns autores, William Cullen, médico escocês, descobriu o primeiro método para a produção mecânica do gelo.
Ferdinand Carré
Em 1834, na Inglaterra, Jacob Perkins, hábil mecânico, construiu uma máquina capaz de produzir gelo em quantidade suficiente. Foi o começo da indústria. Em 1860, Ferdinand Philippe Edouard Carré, natural de Paris, apresentou novo processo de fabricação de gelo com o auxílio do amoníaco, que realiza com grande êxito o ciclo do resfriamento. O método de Carré foi consideravelmente desenvolvido, porque abriu notáveis perspectivas à indústria do gelo. Nos fins do século XIX e princípios do século XX surgiu a refrigeração artificial, com as câmaras frigoríficas e geladeiras, graças a George Westinghouse, engenheiro norte-americano.


O gelo é o estado sólido da água, seu aspecto é vítreo, semitransparente. A sua densidade é inferior à da água ficando em 0,9178 g/cm³, o seu ponto de fusão é de 0 °C a uma atmosfera de pressão. A mesma massa de água em estado líquido ou em estado sólido têm volumes diferentes, pois ao passar de um estado para o outro o volume aumenta cerca de 9%: ao contrário de todos os outros sólidos, o gelo, no seu ponto de fusão, apresenta-se mais dilatado do que a sua forma líquida até atingir os 4 °C. Seu ponto de formação é usado como valor de referencia em termodinâmica. O gelo tem quinze estruturas cristalinas conhecidas, ou quinze fases sólida, que existem em várias temperaturas e pressões. 

Referências

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