quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Biografia de Blaise Pascal

Blaise Pascal
Blaise Pascal. Físico, matemático, filósofo moralista e teólogo francês. Nasceu em Clermont-Ferrand a 19 de Junho de 1623, faleceu em Paris, a 19 de Agosto de 1662. Aos 12 anos de idade resolveu, sozinho, os primeiros teoremas da geometria; aos 16 anos compôs um Tratado Sobre as Seções Cônicas, que assombrou a Descartes, e inventou uma máquina aritmética, a primeira máquina de calcular. Inventor do carrinho de mão (carriola) e da cadeira de rodas. A obra capital de Pascal, na ciência dos números, data de 1654 e tem a designação de Triângulo Aritmético; serviu de fundamento a numerosos dos seus trabalhos, levando-o mesmo ao Cálculo das Probabilidades, de que Pascal foi o principal criador. Notabilíssimo é também o seu Ensaio Sobre as Crônicas, trabalho ainda não igualado, onde sobressai um importante teorema, conhecido pela designação de hexagrama místico. Pascal foi também um físico e pensador notável. Como físico, o seu nome está ligado a numerosos e importantes problemas: basta recordar os fundamentos da Hidrostática, a prensa hidráulica, o estudo da gravidade do ar e as varições da pressão atmosférica. Como pensador, são notáveis as suas obras Pensées e Provinciales.

Vida

Blaise Pascal era filho de Étienne Pascal e Antoniette Bejon. Perdeu a sua mãe com três anos de idade. Pascal teve duas irmãs, a jovem Jacqueline e a mais velha Gilberte. Seu Pai tratou da sua educação por ele ser o único filho do sexo masculino. A educação que lhe foi dada por seu pai tinha em vista o desenvolvimento correcto da sua razão e do seu juízo. O recurso aos jogos didácticos era parte integrante do seu ensino em disciplinas tão variadas como a História, a Geografia ou a Filosofia. Blaise Pascal contribuiu decisivamente para a criação de dois novos ramos da matemática: a Geometria Projetiva e a Teoria das Probabilidades. Em Física, estudou a mecânica dos fluidos, e esclareceu os conceitos de pressão e vácuo ampliando o trabalho de Evangelista Torricelli. É ainda o autor da primeira máquina de calcular mecânica, a Pascaline, e de estudos sobre o método científico. Seguindo o programa de Galileu e Torricelli, refutou o conceito de "horror ao vazio". Os seus resultados geraram numerosas controvérsias entre os aristotélicos tradicionais. Tinha um filho chamado Nycolas Guttemberg, também era filho de um professor de matemática, Etienne Pascal, teve uma educação muito religiosa tendo-se recolhido numa vida ascética após a crise de 1654, período em que escreve várias obras de teor religioso. O talento precoce para as ciências físicas levou a família para Paris, onde ele se consagra ao estudo da matemática. Acompanhou o pai quando este foi transferido para Rouen e lá realizou as primeiras pesquisas no campo da Física. Realizou experiências sobre sons que resultaram em um pequeno tratado (1634) e no ano seguinte chegou à dedução de 32 proposições de geometria estabelecidas por Euclides. Publicou Essay Pour les Coniques (1640), contendo o célebre Teorema de Pascal. Como matemático, interessou-se pelo cálculo infinitesimal, pelas sequências, tendo enunciado o princípio da recorrência matemática. Criou um tipo de máquina de calcular que chamou de La Pascaline (1642), uma das primeiras calculadoras mecânicas que se conhece, conservada no Museu de Artes e Ofícios de Paris. Em uma citação de Anders Hald: "Para aliviar o trabalho do seu pai como um agente fiscal, Pascal inventou uma máquina de calcular para adição e subtração assegurando sua construção e venda".



Pascal (escultura de Augustin Pajou).
Em 1646 a família converte-se ao Jansenismo. De volta a Paris (1647), influenciado pelas experiências de Evangelista Torricelli, enunciou os primeiros trabalhos sobre o vácuo e demonstrou as variações da pressão atmosférica. A partir de então, desenvolveu extensivas pesquisas utilizando sifões, seringas, foles e tubos de vários tamanhos e formas e com líquidos como água, mercúrio, óleo, vinho, ar, etc., no vácuo e sob pressão atmosférica. Seu pai morrera em 1651. Na sequência de uma experiência mística em finais 1654, ele fizera a sua "segunda conversão", abandonou o seu trabalho científico, e se dedicou à filosofia e teologia. Suas duas obras mais famosas datam dessa época: Les Provinciales e as Pensées, tempo este durante o conflito entre jansenistas e jesuítas. Neste ano, também escreveu um importante tratado sobre o triângulo aritmético, mais conhecido como Triângulo de Pascal. Aperfeiçoou o barômetro de Torricelli e, na matemática, publicou o Traité du Triangle Arithmétique (1654). Juntamente com Pierre de Fermat, estabelecendo as bases da Teoria das Probabilidades e da análise combinatória (1654), que o holandês Christiaan Huygens ampliou posteriormente (1657). Entre 1658 e 1659, escreveu sobre o ciclóide e a sua utilização no cálculo do volume de sólidos. Neste mesmo ano, após uma "visão divina", abandonou as ciências para se dedicar exclusivamente à teologia, e no ano seguinte recolheu-se à abadia de Port-Royal des Champs, centro do jansenismo, só voltando às ciências após "novo milagre" (1658). Neste período publicou seus principais livros filosófico-religiosos: Les Provinciales (1656-1657), conjunto de 18 cartas escritas para defender o jansenista Antoine Arnauld, oponente dos jesuítas, que estava em julgamento pelos teólogos de Paris, e Pensées (1670), um tratado sobre a espiritualidade, em que fez a defesa do cristianismo. É em sua obra "Pensées" (Pensamentos) que está a sua frase mais citada: "O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece". Como teólogo e escritor destacou-se como um dos mestres do racionalismo e irracionalismo modernos e sua obra influenciou os ingleses Charles Wesley e John Wesley, fundadores da Igreja Metodista. Um dos seus tratados sobre hidrostática, Traité de l'équilibre des liqueurs, só foi publicado postumamente, um ano após sua morte (1663). Esclareceu finalmente os princípios barométricos, da prensa hidráulica e da transmissibilidade de pressões. Estabeleceu o Princípio de Pascal que diz: em um líquido em repouso ou equilíbrio as variações de pressão transmitem-se igualmente e sem perdas para todos os pontos da massa líquida. É o princípio de funcionamento do macaco hidráulico. Na Mecânica é homenageado com a unidade de tensão mecânica (ou pressão) Pascal (1Pa = 1 N/m²; 105 N/m² = 1 bar). Pascal, que sempre teve uma saúde frágil, adoece gravemente em 1659, e morre em 19 de Agosto de 1662, dois meses após completar 39 anos. Encontra-se sepultado na Igreja de Saint-Étienne-du-Mont, Ilha de França, Paris na França.


Contribuições à Matemática

Pascal continuou a influenciar a matemática ao longo de sua vida. Seu Traité du Triangle Arithmétique (Tratado Sobre o Triângulo Aritmético) de 1653, descreveu uma apresentação tabular conveniente para os coeficientes binomiais, agora chamado triângulo de Pascal. O triângulo também pode ser representado:




0
1
2
3
4
5
6
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
3
4
5
6

2
1
3
6
10
15


3
1
4
10
20



4
1
5
15




5
1
6





6
1







Ele define os números no triângulo por recursão: Chame o número na (m+1)-ésima linha e na (n+1)-ésima coluna por tmn. Então tmn= tm-1,n+ tm,n-1, para m = 0, 1, 2... e n = 0, 1, 2... As condições de contorno são tm, −1= 0, t−1, npara m = 1, 2, 3... e n = 1, 2, 3... O gerador t00= 1. Pascal conclui com a prova,




Em 1654, solicitado por um amigo interessado em problemas de jogo, ele correspondeu-se com Pierre de Fermat sobre o assunto, e desta colaboração nasceu a teoria matemática das probabilidades. O amigo era Antoine Gombaud, e o problema específico foi o de dois jogadores que querem terminar um jogo mais cedo e, dadas as atuais circunstâncias do jogo, querem dividir as apostas de forma justa, com base na chance que cada um tem de ganhar o jogo a partir desse ponto. A partir desta discussão, a noção de valor esperado foi introduzida. Pascal mais tarde (nos seus Pensées) usou um argumento probabilístico, a Aposta de Pascal para justificar a crença em Deus e uma vida virtuosa. O trabalho realizado por Fermat e Pascal para o cálculo de probabilidades estabeleceu os fundamentos importantes para a formulação de Leibniz do cálculo infinitesimal. Depois de uma experiência religiosa em 1654, Pascal praticamente desistiu do trabalho em matemática.
 

O triângulo de Pascal. Cada número representa a soma dos dois diretamente acima dele. O triângulo demonstra muitas propriedades matemáticas, além de mostrar os coeficientes binomiais.


Filosofia da Matemática


A grande contribuição de Pascal para a filosofia da matemática veio com o seu De l'Esprit Géométrique (Do Espírito Geométrico), originalmente escrito
Blaise Pascal, Louvre.
como um prefácio para um livro de geometria para um dos famosos "Petites-Ecoles de Port-Royal" (Escolinhas de Port-Royal). O trabalho ficou inédito até mais de um século após sua morte. Aqui, Pascal estudou a questão da descoberta de verdades, argumentando que o ideal de um tal método seria encontrar todas as proposições sobre as verdades já estabelecidas. Ao mesmo tempo, no entanto, ele alegou que isso era impossível porque tais verdades estabelecidas exigiriam outras verdades para apoiá-las — os primeiros princípios, portanto, não podiam ser alcançadas. Com base nisso, Pascal argumentou que o procedimento utilizado em geometria era tão perfeito quanto possível, com alguns princípios assumidos e outras proposições desenvolvidas a partir deles. No entanto, não havia nenhuma maneira de saber se os princípios assumidos eram, de fato, verdade. Pascal também utilizou o De l'Esprit Géométrique para desenvolver uma teoria da definição. Ele distingue entre as definições que são rótulos convencionais definidas pelo escritor e definições que estão dentro da linguagem e compreendidas por todos, pois naturalmente designam seu referente. O segundo tipo seria característica da filosofia do essencialismo. Pascal afirmou que apenas as definições do primeiro tipo são importantes para a ciência e a matemática, argumentando que esses campos devem adotar a filosofia do formalismo, tal como formulado por Descartes. No De l'Art de Persuader (Sobre a Arte da Persuasão), Pascal estudou de forma mais profunda o método axiomático da geometria, especificamente a questão de como as pessoas vem a ser convencidas dos axiomas sobre os quais conclusões posteriores se baseiam. Pascal concordou com Montaigne que alcançar a certeza nestes axiomas e as conclusões através de métodos humanos é impossível. Ele afirmou que esses princípios só podem ser apreendidos através da intuição, e que este fato ressaltou a necessidade de submissão a Deus na busca de verdades.

Conversão religiosa 


No inverno de 1646, o pai de Pascal, aos 58 anos de idade, quebrou o quadril quando escorregou e caiu em uma rua gelada de Rouen; dado a idade do homem e o estado da medicina no século 17, uma fratura no quadril seria uma condição muito grave, talvez até mesmo fatal. Rouen foi o lar de dois dos melhores médicos na França: Monsieur Doutor Deslandes e Monsieur Doutor de La Bouteillerie. O velho Pascal "não deixaria qualquer outra pessoa atendê-lo se não estes homens... foi uma boa escolha, pois o velho homem sobreviveu e foi capaz de andar novamente”. Mas o tratamento e reabilitação levou três meses, durante os quais La Bouteillerie e Deslandes haviam se tornado pessoas da casa. Ambos os homens eram seguidores de Jean Guillebert, defensor de um grupo dissidente do corpo principal da doutrina católica conhecida como jansenismo. Esta, ainda bastante pequena seita, estava fazendo incursões surpreendentes na comunidade católica francesa daquela época, que defendia rigorosamente o Agostinismo. Blaise falava com os médicos freqüentemente e sobre o seu tratamento bem sucedido de Étienne, emprestava obras de autores jansenistas a partir deles. Neste período, Pascal experimentou uma espécie de "primeira conversão", e começou a escrever sobre temas teológicos no decorrer do ano seguinte. Pascal ficou longe desse compromisso religioso inicial e experimentou alguns anos de que alguns biógrafos chamou de "período mundano" (1648-1654). Seu pai morreu em 1651 e deixou sua herança para Pascal e Jacqueline, da qual Pascal atuou como seu curador. Jacqueline anunciou que logo se tornaria um postulante no convento jansenista da Port-Royal. Pascal ficou profundamente abatido e muito triste, não por causa de sua escolha, mas por causa de sua má saúde crônica, ele também precisava dela. Subitamente houve guerra no lar de Pascal. Blaise implorou Jacqueline para não sair, mas ela estava irredutível. Ele ordenou que ela ficasse, mas isso não funcionou, também. O cerne disto era... o medo do abandono de Blaise... se Jacqueline se increvesse no Port-Royal, ela teria de deixar sua herança para trás ...mas, nada iria mudar sua mente. No final de Outubro, em 1651, uma trégua havia sido alcançada entre irmão e irmã. Em troca de uma remuneração anual saudável, Jacqueline assinou sobre sua parte da herança ao seu irmão. Gilberte já tinha dado a sua herança na forma de um dote. No início de Janeiro, Jacqueline partiu para Port-Royal. Naquele dia, de acordo com Gilberte sobre seu irmão, "Ele se retirou muito triste para os seus aposentos sem ver Jacqueline, que estava esperando na pequena sala de estar. No início de Junho de 1653, depois do que deve ter parecido interminável tormento de Jacqueline, Pascal passou toda a herança de sua irmã para o Port-Royal, que, para ele, "tinha começado a cheirar como um culto”. Com dois terços da propriedade de seu pai, aos 29 anos de idade, Pascal estava agora entregue para a distinta pobreza. Por um tempo, Pascal prosseguido com a vida de solteiro. Durante as visitas à sua irmã em Port-Royal, em 1654, ele mostrou desprezo por assuntos do mundo, mas não foi atraído para Deus.

Pascal teve uma visão religiosa
 
Em 23 de Novembro 1654, entre 10:30-12:30 da noite, Pascal teve uma visão religiosa intensa e imediatamente registrou a experiência em uma breve nota para si mesmo que começou: “Fogo. Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó, não dos filósofos e os estudiosos"... e concluiu citando o Salmo 119:16: "Eu não me esquecerei da Tua palavra. Amém". Parece que ele tenha costurado cuidadosamente este documento em seu casaco, e sempre transferia este documento, quando trocava de roupas. Um funcionário seu descobriu por acaso, logo após a sua morte. Esta peça é agora conhecido como o Memorial. A história do acidente de carruagem como tendo levado à experiência descrita no Memorial é contestada por alguns estudiosos. Sua crença e compromisso religioso revitalizado, Pascal visitou o mais antigo dos dois conventos de Port-Royal para um retiro de duas semanas em Janeiro de 1655. Pelos próximos quatro anos, ele viajou regularmente entre Port-Royal e Paris. Foi neste ponto, imediatamente depois de sua conversão, que ele começou a escrever a sua primeira grande obra literária sobre a religião, as Cartas Provinciais.

Últimos trabalhos e morte

Lápide de Pascal
T.S. Eliot descreveu-o durante esta fase de sua vida como "um homem do mundo, entre os ascetas, e um asceta entre os homens do mundo". O estilo de vida ascético de Pascal era derivado de uma crença de que era natural, e necessário, uma pessoa sofrer. Em 1659, Pascal adoeceu gravemente. Durante seus últimos anos, ele freqüentemente tentava rejeitar as ministrações de seus médicos, dizendo: “A doença é o estado natural dos cristãos”. Louis XIV suprimiu o movimento jansenista de Port-Royal, em 1661. Em resposta, Pascal escreveu uma de suas obras finais, Écrit sur la Signature du Formulaire (Escritos sobre a assinatura do formulário), exortando os jansenistas a não se entregarem. Mais tarde nesse ano, a sua irmã Jacqueline morreu, o que convenceu
Igreja onde se encontra a tumba de Pascal.
Pascal cessar suas polêmicas sobre o jansenismo.
A última grande realização de Pascal, retornando à sua genialidade mecânica, era a inauguração, talvez, da primeira linha de ônibus, que deslocava passageiros dentro de Paris em um carro com muitos assentos.Em 1662, a doença de Pascal tornou-se mais violenta e sua condição emocional tinha piorado severamente, desde a morte de sua irmã, o que aconteceu no ano anterior. Ciente de que sua saúde estava desaparecendo rapidamente, ele procurou ser removido para um hospital para doenças incuráveis, mas seus médicos declararam que ele estava muito instável para ser transportado. Em Paris, a 18 de Agosto de 1662, Pascal entrou em convulsões e recebeu a extrema-unção. Ele morreu na manhã seguinte, suas últimas palavras foram: "Deus nunca me abandonou”, e foi sepultado no cemitério de Saint-Étienne-du-Mont. Uma autópsia realizada após a sua morte, revelou graves problemas com o estômago e outros órgãos do abdômen, junto com danos ao seu cérebro. Apesar da autópsia, a causa de sua saúde precária não foi determinada com precisão, embora a especulação incide sobre tuberculose, câncer de estômago, ou uma combinação dos dois. As dores de cabeça que torturavam Pascal, são geralmente atribuídas à sua lesão cerebral.
  
Legado

Em honra de suas contribuições científicas, o nome Pascal foi dado à unidade SI
Máscara mortuária de Pascal.
de pressão
, a uma linguagem de programação, à lei de Pascal (um importante princípio da hidrostática), e o triângulo de Pascal e a aposta de Pascal ainda levam o seu nome. O desenvolvimento de Pascal da teoria da probabilidade foi a sua contribuição mais influente para a matemática. Originalmente aplicada ao jogo de azar, hoje é extremamente importante na economia, especialmente na ciência atuarial. John Ross escreveu: "A teoria das probabilidades e as descobertas após essa mudaram a nossa forma de encarar a incerteza, risco, tomada de decisão, e a capacidade de um indivíduo ou da sociedade de influenciar o curso dos eventos futuros." No entanto, deve notar-se que Pascal e Fermat, embora fazendo um trabalho inicial importante na teoria das probabilidades, não desenvolveram o campo muito mais longe. Christiaan Huygens, aprendendo do tema a partir da correspondência de Pascal e Fermat, escreveu o primeiro livro sobre o assunto. Mais tarde, pessoas que continuaram o desenvolvimento da teoria incluem Abraham de Moivre e Pierre-Simon Laplace. Na literatura, Pascal é considerado um dos autores mais importantes do período clássico francês e é lida hoje como um dos maiores mestres da prosa francesa. Seu uso da sátira e do humor influenciou polemistas posteriores. O conteúdo de sua obra literária é mais lembrado por sua forte oposição ao racionalismo de René Descartes e a afirmação simultânea que a principal filosofia de compensação, o empirismo, também era insuficiente para determinar verdades importantes. Na França, prestigiosos prêmios anuais, Cadeiras de pesquisa Blaise Pascal são dadas a prominentes cientistas internacionais para realizar a sua investigação na região de Ile de France. Uma das Universidades de Clermont-Ferrand, França - Université Blaise Pascal - é nomeada em homenagem à ele.


Citações de Pascal

  • "É mais fácil suportar a morte sem pensar nela do que suportar o pensamento da morte sem morrer".
- La mort est plus aisée à supporter sans y penser, que la pensée de la mort sans péril.
- Pensées de Pascal‎ - Página 97, de Blaise Pascal, Perier (Gilberte), J. M. F. Frantin, Ernest Havet - Publicado por Dezobry et E. Magdeleine, 1852 - 547 páginas
  • "Não nos sustentamos na virtude pela nossa própria força, mas pelo contrapeso de dois vícios opostos, como ficamos de pé em dois ventos contrários; tirai um desses vícios e cairemos no outro."
- Fonte: Pensamentos, São Paulo, Abril S.A. Cultural, 1973.
  • "Quando se quer levar a virtude até seus extremos, de um lado e de outro, surgem vícios que nela se insinuam insensivelmente, em suas rotas insensíveis, do lado pequeno do infinito; e multidões de vícios se apresentam do lado grande do infinito, de modo que a gente se perde nos vícios e não vê mais a virtude. Cai-se na armadilha da própria perfeição."
- Fonte: Pensamentos, São Paulo, Abril S.A. Cultural, 1973.
  • "Pessoas comuns não vêem diferenças entre os homens."
- Les gens du commun ne trouvent pas de différence entre les hommes.
- Œuvres de Blaise Pascal, Volume 2‎ - Página 161, Blaise Pascal - Lefèvre, 1819
  • "Poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse aquilo que o amigo diz de si nas suas costas."
- Peu d'amitiés subsisteraient, si chacun savait ce que son ami dit de lui lorsqu'il n'y est pas
- Pensées, fragments et lettres de Blaise Pascal‎ - Volume 2, Página 60, Blaise Pascal, Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "Há duas espécies de homens: os justos, que se julgam pecadores e os pecadores que se crêem justos."
- II n'ya que deux sortes d'hommes.: les uns justes qui se croient pécheurs ; les autres pécheurs qui se croient justes.
- Pensées, fragments et lettres de Blaise pascal, publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, Volume 1‎ - Página 222 - item CXLIII, Blaise Pascal, Armand Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "A verdadeira moral zomba da moral."
- la vraie morale se moque de la morale.
- Oeuvres‎ - Volume 2, Página 174 - item XXXIV, Blaise Pascal, François de. - Neufchateau - Chez Lefèvre,1819
  • "Em matéria de amor, o silêncio vale mais do que a fala."
- En amour un silence vaut mieux qu'un langage.
- Pensées, fragments et lettres de Blaise pascal, publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, Volume 1 - Página 115, Blaise Pascal, Armand Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "A nossa dignidade consiste no pensamento. Procuremos, pois, pensar bem. Nisto reside o princípio da moral."
- Toute notre dignité consiste donc en la pensée. [...] Travaillons donc à bien penser: voilà le principe de la morale.
- Pensées, fragments et lettres de Blaise Pascal‎ - Volume 2, Página 84, Blaise Pascal, Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "É o coração que sente Deus e não a razão. Eis o que é a fé: Deus sensível ao coração."
- C'est le cœur qui sent Dieu , et non la raison. Voilà ce que c'est que la foi parfaite : Dieu sensible au cœur.
- Œuvres de Blaise Pascal, Volume 2‎ - Página 390 - item LXII, Blaise Pascal - Lefèvre, 1819
  • "O coração tem razões que a propria razão desconhece."
- Le cœur a ses raisons que la raison ne connaît point
- "Pensées, fragments et lettres de Blaise Pascal: publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, originaux en grande partie inédits" - Volume 2, Página 472, Blaise Pascal, Prosper Faugère - Andrieux, 1814
- "Jorge Jesus in Conferência de Impressa do Sport Lisboa e Benfica (Citação)" [1]
  • "Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cão."
- Plus je vois les hommes, plus j'aime mon chiens.
- Pascal citado em "Paris et ses environs: manuel du voyageur‎" - Página 342, Karl Baedeker, Karl Baedeker (Firm) - K. Baedeker, 1903 - 500 páginas
  • "Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes."
- Car tous les hommes désirent d'être heureux : cela est sans exception. Quelques différens moyens qu'ils y emploient , ils endent tous à ce but. Ce qui fait que l'un va à la guerre, et que l'autre n'y va pas, c'est ce même désir qui est dans tous deux accompagné de différentes vues.
- Pensées sur la religion et sur quelques autres sujets, suivies du discours de M. Du Bois sur les pensées de Pascal, du discours sur les preuves des livres de Moïse et du traité où l'on fait voir qu'il y a des démonstrations d'une autre espèce et aussi certaines que celles de la géométrie‎ - Página 150, Blaise Pascal - chez Seguin aîné, 1818 - 407 páginas
  • "Dois excessos: excluir a razão; não admitir nada além da razão."
- Deux excès : Exclure la raison, n'admettre que la raison.
- "De la Religion Chrétienne" in "Pensées, fragments et lettres de Blaise Pascal: publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, originaux en grande partie inédits" - Volume 2, Página 348, Blaise Pascal, Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "É indispensável conhecermo-nos a nós próprios; mesmo se isso não bastasse para encontrarmos a verdade, seria útil, ao menos, para regularmos a vida, e nada há de mais justo."
- II faut se connaître soi-même ; quand cela ne servirait pas à trouver le vrai, cela au moins sert à régler sa vie et il n'ya rien de plus juste.
- Pensées, fragments et lettres de Blaise pascal, publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, Volume 1 - Página 226 - item CLIX, Blaise Pascal, Armand Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "Nem a contradição é sinal de falsidade nem a falta de contradição é sinal de verdade."
- ni la contradiction n'est marque de fausseté , ni l'incontradiction n'est marque de vérité.
- Oeuvres‎ - Volume 2, Página 108 - item XXIII, Blaise Pascal, François de. - Neufchateau - Chez Lefèvre, 1819
  • "O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam."
- La dernière démarche de la raison, c'est de reconnaître qu'il y a une infinité de choses qui la surpassent.
- "De la Religion Chrétienne" in "Pensées, fragments et lettres de Blaise Pascal"‎ - Volume 2, Página 347, Blaise Pascal, Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "A própria moda e os países determinam aquilo a que se chama beleza."
- La mode même et les pays règlent souvent ce que l'on appelle beauté.
- Pensées, fragments et lettres de Blaise pascal, publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, Volume 1 - Página 109, Blaise Pascal, Armand Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "Os olhos são os intérpretes do coração, mas só os interessados entendem essa linguagem."
- les yeux sont les interprètes du cœur; mais il n'ya que celui qui ya intérêt qui entend leur langage.
- Pensées, fragments et lettres de Blaise pascal, publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, Volume 1‎ - Página 111, Blaise Pascal, Armand Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "Pluralidade que não se reduz à unidade é confusão; unidade que não depende de pluralidade é tirania."
- La multitude qui ne se réduit pas à l'unité est confusion ; l' unité qui ne dépend pas de la multitude est tyrannie
- Oeuvres‎ - Volume 2, Página 411 - item CXIV, Blaise Pascal, François de. - Neufchateau - Chez Lefèvre, 1819
  • "Se o nariz de Cleópatra tivesse sido mais pequeno, toda a face da Terra teria mudado."
- Le nez de Cléopâtre, eût été plus court, toute la face de la terre auroit changé.
- Pensées‎ - Página 373 - item XLVI, Blaise Pascal - 1787
  • "As alegrias passageiras encobrem os males eternos que elas próprias causam."
- Les joies temporelles couvrent les maux éternels qu'elles causent.
- Pensées, fragments et lettres de Blaise pascal, publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, Volume 1‎ - Página 59, Blaise Pascal, Armand Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "Tudo o que é incompreensível nem por isso deixa de existir."
- Tout ce qui est incompréhensible ne laisse passas d'être
- Pensées, fragments et lettres de Blaise Pascal: publiés pour la première fois conformément aux manuscrits, originaux en grande partie inédits‎ - Volume 2, Página 149, Blaise Pascal, Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "O pensamento é a grandeza do homem."
- Pensée fait la grandeur de l'homme
- Pensées, fragments et lettres de Blaise Pascal: publiés pour la première ois conformément aux manuscrits, originaux en grande partie inédits - Volume 2, Página 83, Blaise Pascal, Prosper Faugère - Andrieux, 1814
  • "Tudo é grande na alma grande."
- Dans une grande âme tout est grand.
- Pensées fragments et lettres, publ. par P. Faugère - Página 106, Blaise Pascal - 1844
  • "O grande prazer é fazer as pessoas felizes".
- Le plaisir des grands est de pouvoir faire des heureux
- Pensées, fragments et lettres de Blaise Pascal - Volume 1 - Página 234, Blaise Pascal, ‎Armand-Prosper Faugère - Andrieux, 1844

Atribuídas

  • "O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende".
- Pascal citado em Frases Geniais - Página 120, PAULO BUCHSBAUM, Ediouro Publicações, 2004, ISBN 8500015330, 9788500015335, 440 páginas
  • "Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito."
- Though they do not cost much, yet they accomplish much.
- Blaise Pascal citado em The Christian miscellany, and family visiter: Volume 2 - Página 376, John Mason, 1847
  • "O cosmos pode ser infinitamente maior do que o homem, mas um único ato de amor vale mais do que toda a massa do universo."
- citado em Natal, a humanidade e a jovialidade de nosso Deus - Página 34, Leonardo Boff - Editora Vozes, 1976, 75 páginas
  • "A consciencia é o melhor livro de moral que possuimos, e que devemos consultar repetidas vezes."
- citado em Physiologia das paixões e affecções: precedida de uma noção philosophica geral e por um estudo aprofundado e descripções anatomicas do homem e da mulher; suas differenças physiologicas, physionomicas, philosophicas e moraes, baseadas nas theorias de Lavater, Moreau, Porta, Le Brun, Roussel ... - página 67, Alexandre José Mello Moraes - P. Brito, 1855, 275 páginas


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.