terça-feira, 31 de julho de 2012

Biografia de Antoine Laurent Lavoisier


Lavoisier
Antoine Laurent Lavoisier. Nasceu em Paris, a 26 de Agosto de 1743, e, faleceu, também em Paris, a 8 de Maio de 1794). Químico francês considerado o "Pai da Química Moderna". Nascido e morto em Paris, onde foi guilhotinado durante a Revolução Francesa, sob a acusação de fraude contra o Estado. Formou-se em Direito, cursou Astronomia em La Caille e Química nos laboratórios de Rouelle, além de outros cursos, como o de Botânica e o de Geologia. Com 23 anos de idade já era autoridade em assuntos de iluminação pública, tendo sido quem estabeleceu a primeira iluminação artificial nas ruas de Paris, o que lhe valeu uma medalha de ouro, doada pelo Rei. Inúmeros foram os seus trabalhos, como o da pesquisa sobre o gesso de Paris, auxílio na preparação do atlas geológico da França, estudos referentes ao fornecimento de água potável a Paris, pesquisas sobre alimentos, que o consagraram pai da alimentação; elevação da produção de pólvora da França, métodos de aumento da produção de vegetais, formas de ampliar a nutrição, organização da agricultura experimental, extração de óleo das sementes de couve, manufatura
Madame Lavoisier (à direita) ajudando o marido em sua pesquisa científica da respiração humana.
do amido, extração de ouro das cinzas das plantas, manufatura do açúcar e outras. Resolveu o problema de bombas de incêndio para a cidade de Paris, a destilação do fósforo, a armazenagem de água fresca nos navios veleiros, a exploração de minas de carvão, dos fósseis, a indústria de tapeçarias, a eliminação das manchas de tecidos de lã e seda, tinturaria, fossas sanitárias, remoção do mau cheiro dos esgotos parisienses, incrementação de graxas, tabaco e azeite, mármore, gravação e fabricação de vidros para espelhos; natureza e temperatura da lava, transformação da turfa em carvão, ferrugem, respiração dos insetos, teoria das cores, peso específico, magnetismo animal e um sem-número de assuntos por ele resolvidos. Aos 25 anos já era membro da
Lavoisier
Academia Real de Ciências. A Humanidade muito lhe deve com relação ao conhecimento da formação da água pelo oxigênio e hidrogênio. É costume enunciar por
Lei de Lavoisier o princípio de que “nas transformações químicas, permanece invariável o peso total da matéria que se transforma”. Em outras palavras: “em todas as reações químicas a soma das massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos de reação”. Pode-se ainda dizer que as reações químicas se resumem a trocas de átomos entre moléculas de diferentes substâncias ou, generalizando, a uma modificação no modo de agrupamento dos átomos presentes, sendo o número deles constante. Trata-se da lei de conservação da matéria, comumente enunciada: Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A obra de Lavoisier não só se caracteriza pela precisão das suas experiências como também pelo talento do observador e a lógica das suas deduções. Antes dos seus trabalhos existiam em Química apenas idéias vagas, que estavam profundamente arraigadas, e, Lavoisier conseguiu formular a equação do peso dos corpos simples em todas as transformações químicas. Entre as várias obras que deixou, incluem-se: Sobre a Transpiração dos Animais; Sobre a Natureza da Água (1770); Experiências com o Diamante (1772); Sobre a Calcinação do Estanho (1774); Sobre a Combustão do Fósforo e do Enxofre (1777); Sobre o Ácido Carbônico (1781 e 1784); Tratado Elementar de Química (publicado por sua mulher, 1805). De 1864 a 1893 suas Obras Completas foram publicadas pelo Ministério da Instrução Pública. Pela inveja e maldade de alguns a Revolução Francesa levou-o à guilhotina no dia 8 de Maio de 1794. Sobre essa execução escreveu Joseph Louis Lagrange a Delambre: Bastou um momento para que lhe cortassem a cabeça, e talvez um século não baste para produzir outra igual”. Foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Além disso identificou e batizou o oxigênio, refutou a teoria flogística e participou na reforma da nomenclatura química. Célebre por seus estudos sobre a conservação da matéria, mais tarde imortalizado pela frase popular: "Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".



Biografia


Antoine Laurent Lavoisier
Lavoisier é considerado o pai da química. Foi ele quem descobriu que a água é uma substância composta, formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: o H2O. Essa descoberta foi muito importante para a época, pois, segundo a teoria de Tales de Mileto, que ainda era aceita, a água era um dos quatro elementos terrestres primordiais, a partir da qual outros materiais eram formados. Em 16 de Dezembro de 1771, Lavoisier casou com uma jovem aristocrata, de nome Marie-Anne Pierrette Paulze. A sua mulher tornou-se num dos seus mais importantes colaboradores, não só devido ao seu conhecimento de línguas (em particular o inglês e o latim), mas também pela sua capacidade de ilustradora. Marie-Anne foi responsável pela tradução, para francês, de obras científicas escritas em inglês e em latim, fazendo ilustrações de algumas das experiências mais significativas feitas por Lavoisier. Ele viveu na época em que começava a Revolução Francesa, quando o terceiro estado (camponeses, burgueses e comerciantes) disputava o poder na França. Robespierre mandou guilhotinar o cientista Lavoisier, após um julgamento sumário em 8 de Maio de 1794. Joseph-Louis Lagrange, um importante matemático, contemporâneo de Lavoisier disse: "Não bastará um século para produzir uma cabeça igual à que se fez cair num segundo". 


Participação na Academia de Ciência


Lavoisier foi pela primeira vez proposto como membro da Académie des Sciences em 1766, mas só foi eleito em 1768. Como membro de pleno direito, Lavoisier participou em comissões de investigação de novas teorias e/ou fenômenos, de forma a avaliar a sua legitimidade científica.



Avaliação do mesmerismo


O mesmerismo é uma teoria desenvolvida por Franz Anton Mesmer, com grande
Lavoisier e sua esposa - pintura de Jacques-Louis David - 1788.
destaque na Europa durante a década de 1780. Segundo essa teoria, existe um único fluido no Universo, que une e relaciona todos os corpos. Este fluido se manifestaria de diferentes formas incluindo: gravidade, eletricidade, magnetismo e magnetismo animal (nos seres vivos). Segundo Mesmer, as doenças eram causadas por bloqueios do fluxo magnético animal nos seres vivos, e a sua cura poderia ser possível através do restabelecimento do fluxo, feito por especialistas com um forte magnetismo. Para curar um doente, o especialista localizava os locais onde o fluxo se encontrava bloqueado e restabelecia o fluxo massageando as áreas afetadas do corpo. Em 1778 Mesmer fixou residência em Paris, montando o seu próprio consultório e estabelecendo uma rede de discípulos. A sua influência na sociedade francesa foi suficiente para preocupar o rei francês, Luís XVI, que requereu, seis anos mais tarde, o estudo do mesmerismo por uma comissão independente. Em 1784, foram criadas duas comissões para o estudo do mesmerismo: uma composta por elementos da Sociedade de Medicina, e outra composta por elementos da Académie des Ciences. A comissão da
Estátua esculpida por Jacques-Léonard Maillet.
Academia era composta por Jean d'Arcet, Joseph-Ignace Guillotin, Jean Borie, Sallin, Jean Sylvain Bailly, Le Roy, Benjamin Franklin e Lavoisier. O objetivo da comissão foi testar a existência do fluxo magnético animal, visto que o mesmerismo considerava a cura dependente deste fluido. No entanto, segundo o próprio mesmerismo, não era possível analisar ou conhecer as características do fluxo magnético animal, e como tal, tornou-se impossível realizar experiências para testar as suas propriedades físicas. Mesmer propôs que o estudo incidisse sobre as curas atribuídas à ação do fluxo magnético animal. No entanto a comissão concluiu que não era possível isolar a ação do fluido dos outros fatores que contribuem para uma cura, ou mesmo determinar se a cura era realmente consequência da ação do fluido. Mesmer recusou-se a cooperar com a comissão da Académie des Ciences, quando soube que o estudo do mesmerismo não ia incidir nas curas. Foi substituído por Charles Deslon, que na altura, era o principal discípulo francês do mesmerismo. Como a comissão suspeitou que as curas se deviam mais ao poder de sugestão (devido à forma como as sessões de cura eram conduzidas), decidiu realizar duas séries de experiências: uma em que as pessoas eram sujeitas ao poder de sugestão, mas não à ação sobre o fluxo magnético animal; outra em que as pessoas eram sujeitas à ação do fluxo magnético animal, mas sem serem informados deste fato. Essas experiências foram desenvolvidas, principalmente, por Lavoisier. Rapidamente a comissão concluiu pela análise das experiências realizadas que, não existe fluxo magnético animal e que as curas resultavam simplesmente da ação do poder de sugestão. A comissão elaborou um relatório com o título de Rapport des Commissaire Changés par le roi de l'examen du Magnétism Animal, incluindo os objetivos do estudo, a descrição das experiências realizadas e as conclusões tiradas. Mais uma vez pensa-se que Lavoisier teria exercido um papel importante na elaboração desse relatório.



Estudo do oxigênio


Lavoisier não descobriu exatamente o oxigênio. Este gás foi descoberto
Aparato de Lavoisier desenhado à mão livre por Meusnier em 1783.
independentemente por dois químicos: Carl Wilhelm Scheele em 1772 e Joseph Priestley em 1774. Em Outubro de 1774, Priestley visitou Paris e conversou com Lavoisier sobre as suas experiências. Este fato permitiu a Lavoisier refazer as experiências de Priestley e reformulá-las. Dessa forma, Lavoisier ficou a compreender melhor as
Laboratório de Lavoisier.
características do novo gás. E ainda confirmou que a combustão e a calcinação correspondem à combinação do oxigênio com outros materiais (materiais orgânicos na combustão e metais na calcinação). Lavoisier deu ao novo gás o nome de oxigênio ("produtor de ácidos" em grego), porque considerava (erroneamente) que todas as substâncias originadas de uma calcinação originavam ácidos, em que o oxigênio se encontrava obrigatoriamente presente. Por 1789, ele formulou o princípio da conservação da matéria (Lei de Lavoisier).



Participação na Ferme Général
 
Em 1768, Lavoisier adquiriu uma participação na Ferme Général, o sistema de
Ice-calorimeter de Lavoisier.
utilizado na altura em França para a taxação de impostos. A Ferme Général não era um sistema muito popular na época, principalmente entre aqueles que tinham de pagar os impostos (o povo). Embora Lavoisier tendo se retirado desse sistema, a sua ligação à Ferme Général foi utilizada como desculpa para o condenar à morte. Em 17 de Setembro de 1793 foi instituída a Lei dos Suspeitos, que permitiu a criação de tribunais revolucionários para julgar possíveis traidores e punir os culpados com a pena de morte. Três dias depois, Lavoisier recebeu um mandado que permitiu o confisco e a selagem dos seus documentos. Mais tarde, os documentos foram de novo entregues a Lavoisier, dando-lhe um falso sentimento de segurança.




Lei de Lavoisier (Conservação da massa)



A lei da conservação das massas foi publicada pela primeira vez 1760, em

um ensaio de Mikhail Lomonosov. No entanto, a obra não repercutiu na Europa Ocidental, cabendo ao francês Antoine Lavoisier o papel de tornar mundialmente conhecido o que hoje se chama lei de Lavoisier. Em qualquer sistema, físico ou químico, nunca se cria nem se elimina matéria, apenas é possível transformá-la de uma forma em outra. Portanto, não se pode criar algo do nada nem transformar algo em nada (Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma). Logo, tudo que existe provém de matéria preexistente, só que em outra forma, assim como tudo o que se consome apenas perde a forma original, passando a adotar uma outra. Tudo se realiza com a matéria que é proveniente
Laboratório de Lavoisier.
do próprio planeta, apenas havendo a retirada de material do solo, do ar ou da água, o transporte e a utilização desse material para a elaboração do insumo desejado, sua utilização para a população e, por fim, a disposição, na Terra, em outra forma, podendo muitas vezes ser reutilizado. Preocupado em utilizar métodos quantitativos, Lavoisier tinha a balança como um de seus principais instrumentos em atividades experimentais. Por volta de 1774, o químico francês realizava experiências sobre a combustão e a calcinação de substâncias. Observou que, dessas reações, sempre resultavam óxidos cujo peso era maior que o das substâncias originalmente usadas. Informado sobre as características do gás que ativava a queima de outras substâncias (que mais tarde foi denominado pelo próprio Lavoisier como oxigênio, que quer dizer gerador de ácidos), passou a fazer experiências com o mesmo e acabou por deduzir que a combustão e a calcinação nada mais eram que o resultado da combinação desse gás com as outras substâncias. E que a massa aumentada dos compostos resultantes correspondia à massa da substância inicialmente empregada, mais a massa do gás a ela incorporado através da reação.


Lei de Lavoisier



Os estudos experimentais realizados por Lavoisier que levaram-no a concluir que, numa reação química que se processe num sistema fechado, a massa permanece constante, ou seja, a soma das massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos: m(reagentes)= m(produtos)


Assim, por exemplo, quando 2 gramas de hidrogênio reagem com 16 gramas de oxigênio verifica-se a formação de 18 gramas de água; do mesmo modo, quando 12 gramas de carbono reagem com 32 gramas de oxigênio ocorre a formação de 44 gramas de gás carbônico. Através de seus trabalhos, pôde enunciar uma lei que ficou conhecida como lei da conservação das massas ou lei de Lavoisier:
"Numa reação química que ocorre num sistema fechado, a massa total antes da reação é igual à massa total após a reação".
ou,
"Numa reação química a massa se conserva porque não ocorre criação nem destruição de átomos. Os átomos são conservados, eles apenas se rearranjam. Os agregados atômicos dos reagentes são desfeitos e novos agregados atômicos são formados".
Ou ainda, filosoficamente falando,
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
O que hoje pode parecer evidente, nem sempre o foi. Queimando-se magnésio, cientistas anteriores a Lavoisier observavam um aumento de massa, enquanto que, queimando enxofre, notavam uma perda de massa. Coube a Lavoisier, percebendo que esses ensaios deveriam ser feitos em sistemas fechados (onde não há troca de matéria com o meio ambiente), esclarecer que as diferenças de massas eram devidas à absorção ou liberação de gases durante as reações.



Antoine Laurent Lavoisier




Referências

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